sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Errar é Divino
Se Deus me fez,
fez mal,
Muito mal.
Amanheço
Anoiteço
Como
Bebo...
Azar meu,
Dois ou três dias depois,
Feijão e arroz.
Digo adeus.
Mudando de assunto
Mudando de assunto,
Melhor molhar o ar,
Mudar...
Neblina,
Fina...
Cabeça sem lugar.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Retornando...
Andei um tanto desanimado com este Blog. Não, nenhuma razão específica. Acho que apenas me enchi...
Mas sabem com é... Fica sempre aquela vontade de voltar a ativa.
Então, hoje fiz um quase nada: Postei uma foto nova no cabeçalho.
Essa foto foi obtida quando eu e Rose retornávamos de uma pescaria no Pantanal, lá pelos lado da Fazenda do Descavaldo.
Bonita, não?
Quem sabe me motivo de novo...
***
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
.....
Povoe de aves minha nave.
Semeie libélulas em minhas células.
Melodiosa medusa.
Seduza: serpenteando.
Reduza: redundando.
Sereia extravagante.
Musa e amante.
Que destece minha eterna entropia;
rejuvenesce e motiva minha estadia.
Acerte-me com todo seu feitiço,
e me vicie ao sabor do seu viço,
e me alimente da morte que sua paixão acende.
Encharque-me dessa sua interminável chuva;
minha chaga e minha cura;
minha causa e minha fuga.
Fissura.
Musa e amante.
Povoe de aves minha nave.
Melodiosa medusa.
Semeie libélulas em minhas células.
sábado, 28 de setembro de 2013
A fonte.
Da fonte jorra um
jorro
Cristalino...
Não bastam foices,
sequer enxadas.
Tão pouco o desejo
- O desejo
usualmente a si basta -
Da fonte jorra um
jorro
Mas a sede é
sempre maior
Do que o jorro que a
fonte jorra
Não bastam punhos e
braços
Tão pouco o desejo
O que resta após
todo esforço
É apenas um olhar triste entristecido...
Envelhecido.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Entenda se puder
Tua culpa é ser feliz
sua risada incomoda
tua alegria irrita.
Não estamos acostumados
a levar a vida de maneira leve
Somos sérios sisudos
O rio é alegre
às vezes encachoeirado-cantante
as arvores não seguem padrões
as vezes são tortas
bailam alucinadas ao vento
Não gostamos de brincadeiras
afinal de contas
a vida é para ser cumprida
e não vivida de modo aleatório
Ás vezes penso
que a natureza
devia ser mais exata
por que é tão inconstante
tão linda,tão mistica.
Viver vale a pena.
sua risada incomoda
tua alegria irrita.
Não estamos acostumados
a levar a vida de maneira leve
Somos sérios sisudos
O rio é alegre
às vezes encachoeirado-cantante
as arvores não seguem padrões
as vezes são tortas
bailam alucinadas ao vento
Não gostamos de brincadeiras
afinal de contas
a vida é para ser cumprida
e não vivida de modo aleatório
Ás vezes penso
que a natureza
devia ser mais exata
por que é tão inconstante
tão linda,tão mistica.
Viver vale a pena.
sábado, 7 de setembro de 2013
Câmbio automático: Primeiras impressões.
Beirando os meia quatro, comprei uma belíssima HYLUX, completissima, flex, quatro por quatro e... Automática! Meu primeiro carro com câmbio automático! E essas sao minhas primeira impressões:
- Com o cambio mecânico de antes, a decisão de usar a primeira ou quinta era minha. Assim, na entrada de uma curva acentuada, eu que vinha a 140 ou até 160, metia o pé nos freios, enfiava uma teceira, ou quarta, como requerido, e saia com 110 ou 120 no velocímetro.
- indisciplina... Eu sei.
- No cambio automático, eu aciono os freios e deixo o carro decidir por mim como eu vou sair de lá, e saio a 80 no maximo a 100... Ou seja, se segure camarada, quem manda aqui sou eu e e eu sou disciplinado.
- o cambio automático me botou no devido lugar de um senhor de idade, comportado.
- para quem conhece, exemplifico melhor: O cambio automático eqüivale ao Marengo. Umb belo queimado, de excelente marcha, tranquilo, que nem voltando para casa resfolegava. Na dele, imponente, marchava suave, sem solavancos, para alegria, principalmente, das mulheres. O cambio mecânico ao Moleque ou Corsário, prontos para arrancar, disparar e até jogar no chão o inábil peão.
- Moleque duro, trotao, Corsário marchador, suave, mas nao era isso o que se esperava nem de um e nem do outro. Indisciplina, ardência, fogo, espuma na boca... Cambio mecânico.
- cambio automático... Acho que vai me ensinar.
Ou talvez, me domesticar.... Ainda que tardiamente.
---
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Reflexões etílicas (?)
O dinheiro é bão,
mas é um cão.
Por ele valores se vão
Só nele se vive em vão.
Traz poder, acha-se o tal,
mas saiba: é do mal,
Por ele se torna um boçal,
só nele a vida é banal.
Traz o prazer,tudo parece anil,
mas,lá delineia-se o ardil.
Só nele a vida é vil,
mas sem ele, onde já se viu?
Entre o remédio e o veneno
o limite é pequeno.
E a ciência da lida,
dita como vai a vida.
Esse é um poema de autoria do Nelson, o título... apenas contextualizei!
O dinheiro é bão,
mas é um cão.
Por ele valores se vão
Só nele se vive em vão.
Traz poder, acha-se o tal,
mas saiba: é do mal,
Por ele se torna um boçal,
só nele a vida é banal.
Traz o prazer,tudo parece anil,
mas,lá delineia-se o ardil.
Só nele a vida é vil,
mas sem ele, onde já se viu?
Entre o remédio e o veneno
o limite é pequeno.
E a ciência da lida,
dita como vai a vida.
Esse é um poema de autoria do Nelson, o título... apenas contextualizei!
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Iniciacao
Arrelampiou na escuridao
zóio de gato
anssim meio rasgados
zóio felino
cabocla do mato
No fundo do galpäo
zóio de gato
anssim meio espichados
zóio faminto-ronrorando
simulando o ato
Fui aproximando-negaceando
zóio de gato
fingindo näo perceber
zöio amarelado
pronto para o prazer
Fui de supetäo
Zöio de gato
fingiu que näo
zöio dissimulado da Capitu
de cacador
virei caca
zóio de gato
anssim meio rasgados
zóio felino
cabocla do mato
No fundo do galpäo
zóio de gato
anssim meio espichados
zóio faminto-ronrorando
simulando o ato
Fui aproximando-negaceando
zóio de gato
fingindo näo perceber
zöio amarelado
pronto para o prazer
Fui de supetäo
Zöio de gato
fingiu que näo
zöio dissimulado da Capitu
de cacador
virei caca
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Natural
Quem sabe eu ainda
Tenha chance de cultivar uma horta
Quem sabe.
E que ela baste
Para eu e os meus viver.
Quem sabe...
Na manhã abrir a janela
E respirar... Ar
Eu e ela, na manhã,
Hortelã
Fé
Leite com café.
Quem sabe ainda,
Um dia,
Eu corra o dia suado,
E ao fim do dia
Me recolha no ninho
Realizado.
Natural... Quem sabe um dia.
&&&
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Saudade Caipira
Aperto nu coração,
É ruim e é bão.
É bão causdique
Nus ovidu a sodade cochicha
Du tanto qui eu gosto d'ocê,
Di minha pequena lagartixa
E é ruim
Causdique ficar longe,
– me acode, Jisuiz Cristim! –
Di minha desmilinguida lesminha
É o fim.
***
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Violão
Inté meu violão
embora na cidade
percebeu
que sou do sertão
Ficou satisfeito
pois lembrou
do seu passado
do que ele foi feito
Madeira do sertão
madeira de lei
sonoridade cabocla
que canta com paixão
Encostado no meu peito
aconchegou-se com jeito
e gemeu em dueto perfeito
com a minha solidão
embora na cidade
percebeu
que sou do sertão
Ficou satisfeito
pois lembrou
do seu passado
do que ele foi feito
Madeira do sertão
madeira de lei
sonoridade cabocla
que canta com paixão
Encostado no meu peito
aconchegou-se com jeito
e gemeu em dueto perfeito
com a minha solidão
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Cataratas
Besteira de Deus.
Rio errou o caminho
E despencou escarpa a baixo
Espumando, rugindo fracasso...
Não acho!
***
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