terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ah Ah Uh Uh a Pampulha é nossa!!!!

Olá Ferreira do meu Brasil varonil , como todos sabem desde abril desse ano tenho corrido pelas ruas de BH. Em maio contratei uma assessoria esportiva para montar minhas planilhas de treinamentos.

Eu que achava que correr era muito simples aprendi coisas importantíssimas para um bom desempenho nas ruas. Aprendi por exemplo que corrida e 70% pernas e 30% braços, que alternar o ritmo da corrida é essencial, conheci um treinamento chamado Fartlek que é corrida em subidas e descidas.

Juntamente com o meu treinador, Diego, tracei as metas para 2009, fazer corridas de 10 e 5 km e para no final do ano enfrentar o grande desafio, a Volta Internacional da Pampulha marcada para o dia 06/12/2009. O percurso total é de 18km pela orla da famosa lagoa dos mineiros.

A semana que antecede a corrida era para ser tranqüila com treinamentos leves. Mas como sempre tem um mas, eu e Lu resolvemos mudar de casa semana passada (isso será outro post). Ai a semana não foi nada tranqüila. Não treinei nenhum dia, carreguei peso até não poder mais, e para piorar quebrei a unha do dedão do pé. Enfim, com tantas adversidades temi que o objetivo do ano não fosse cumprido.

Entretanto eu não ia perder a oportunidade de pelo menos tentar conquistar a Pampulha. No domingo acordei cedo com uma chuvarada danada, calcei o tênis para testar se a unha iria doer (não doeu, minha médica particular fez um excelente serviço), coloquei uma correntinha e a aliança de nossa mãe no pescoço e parti decidido para a Lagoa.

Chegando na Pampulha havia uma multidão, 12.500 inscritos, sem contar os pipocas(aqueles que correm sem inscrições). Gente de todo tipo. Um fantasiado de planta, outro de Batman, um de esqueleto, enfim gente para todo tipo de gosto.
Nove horas da manhã fui para a fila da linha de largada. Enfrentei a chuva e a multidão e sai correndo pela rua. Uma hora, 42 minutos e 48 segundos depois cruzei a linha de chegada em 3940º lugar geral e 646º na faixa etária de 35 a 39 anos masculino. Tai a prova

Enfim Ferreirada, vocês podem dizer que a Pampulha é nossa!!!!!!

Para o próximo o ano o objetivo é fazer uma meia-maratona (provavelmente a do Rio) e baixar o tempo na Pampulha quero fazer em menos de 1h30min. Além das pequenas provas de 10 km. Agora as provas de 10 km ficaram pequenas hahahahahaha

Beijo para todos,
Dado

sábado, 5 de dezembro de 2009

Roberta & Fernando

Mais uma brincadeira, esta no estilo Eduardo e Mônica.


ROBERTA & FERNANDO


Berta tem bebido demais e quanto mais bebe, mais fuma e mais despudorada se torna. Quem a conhece sóbria, coisa que tem se tornado cada vez mais rara, não a reconhece quando sob efeito dos vapores etílicos. No popular: Quando chapada! Uma depravada... Se não chega a tanto, passa perto. O vocabulário, um espanto... (Dis)puta palmo a palmo com o de uma bichinha irada no calçadão de Copacabana. De seus lábios frouxos escapam, tropeçando na língua e nos dentes, impropérios capazes de fazer corar a mais ordinária das prostitutas do cais do porto e a compostura de seu traje, após uns tantos tragos, completam o estrago... Mas, todos concordam: Berta é gente boa, e bonita. Bastante bonita embora um tanto cheiinha. Alegre e descolada e por isso mesmo sempre rodeada por amigos, a maioria deles homens.

Fernandinho, ao contrário, é o tipo do rapaz certinho. Desde sempre tão arrumado e comportadinho que, quando menino, as más línguas afirmavam que não escapava de representar uma Colombina num futuro desfile na Sapucaí. Não se fantasiou, mas continuou sendo o arrumadinho da Titia Vera: Os cabelos bem aparados e rigorosamente penteados, os sapatos polidos a espelho, a camisa, impecavelmente passada, abotoada até o colarinho... Enfim, um babaca. Se não chega a tanto, passa perto. E por isso mesmo, um solitário.

Dois seres absolutamente díspares: Menino Jesus e o filhote do capeta, São Francisco de Assis e o devastador de florestas tropicais, Conde Drácula e a cruz... Mas quis o destino que essas figuras se encontrassem.

Estava Fernandinho comportadamente sentado num banquinho junto ao balcão, tendo na sua frente uma média de café com leite, pão torrado com manteiga e o Jornal do Comércio, quando Berta, dirigindo-se com alguma urgência para o banheiro, tropeçou num palito e mais desequilibrada do que de costume, lançou-se ao encontro dele. Por sorte, naquele momento, as mãos de Fernandinho encontravam-se desocupadas, podendo então ele a aparar: As duas mãos espalmadas contra os peitos de Berta. Alguns segundos de surpresa e indecisão, a urgência de banheiro escorrendo pernas a baixo e um súbito bofetão na face esquerda de Fernandinho... Embasbacado, tudo que ele atinou fazer foi esticar o braço e lhe oferecer uma torrada com manteiga.

- Manteiga uma pinóia! Margarina. - Exclamou ela com aquele sotaque de carioca suburbana. E dirigindo-se ao garçom: - Desce uma vodka! - Que veio e foi tomada de um só gole. - - - “Desce outra!”... – Pediu batendo o copo vazio contra o balcão.

Uma fada, uma ninfa, uma criatura divina de um mundo encantado e que delicadeza, que doçura de mulher... Instantaneamente apaixonado, era assim que Fernandinho a via. Hipnotizado, sem desgrudar os olhos da inusitada musa, as palmas das mãos incendiadas pelo calor dos seios de Berta, a viu entornar, em minutos, quatro ou cinco doses de vodka.

- Tais olhando o que, mermão?- Perguntou ela, irritada.

- Ah, vai te fuder. – Berrou, enquanto descia do banco.

Banco alto, centro de gravidade deslocado, equilíbrio instável, não deu outra: Despenca Berta em direção ao piso, arrastando um apavorado Fernandinho... Primeiro ele por baixo, depois por cima, de novo por baixo... Um agarra-agarra, um rola-rola, um desvencilha-me-abraça, sem fim, até que, muitos trancos e encontros e desencontros depois, quedam-se imóveis no ladrilho do bar. Berta: ronronando; Fernandinho: Olhos sonhadores, cigarro pendido nos lábio, teve ainda tempo de ordenar ao garçom:

- Desce uma vodka!

Antes de se desfazer e evaporar...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Dezembro

Fazenda da Guanabara, 11 de dezembro de 2005.


Dos restos, ficou apenas o engasgo,
Gosmas atravessadas no por de sol,
Os gemidos encarcerados por reis magos,
E a vida que segue chafurdando no lamaçal.

É natal.

Despertai almas deprimidas
Espelhos estilhaçados desdenham sua dor
E expõem suas sórdidas feridas
Às asperezas do amor.

É natal.

Despertai instintos suicidas,
Que as noites estão inundadas de solidão
Que as lágrimas secaram como secou a vida.
Que dezembro é dezembro e dezembro é fim.

É natal.

Ah, sim. Todos se foram...
Ficaram apenas os doidos
E suas imagens enluaradas
Tremulando nas águas do rio.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Um leve toque de desleixo

Não sei se nosso pai foi um homem bonito – talvez não para os padrões de beleza atualmente estabelecidos. O que sei é que mamãe se mordia de ciúmes dele e que ele não regateava gentilezas e charme para com as mulheres, bonitas ou não (especialmente, é claro, para com as mais belas), que por uma razão ou outra haviam decidido nos visitar em Paulo Freitas e mulheres, todos sabemos, são sempre iguais... Assim, não era incomum constatar, para a exasperação de mamãe, uma ou outra (ou várias... ou todas) se derretendo ante o seu cavalheirismo.

O fato inegável é que ele tinha um jeito todo especial no trato com o sexo oposto.

Não que isso significasse a intenção de conquista... Não, não se tratava de disto. Apenas era de sua índole: Um galanteador, um gentleman... Mas, justiça seja feita, era para mamãe que ele dedicava o melhor de si.

Eu, lá pelos meus dezesseis ou dezessete anos de idade, admirava aqueles seus atributos e me esforçava, sem muito sucesso, para me apresentar equivalentemente perante minhas amiguinhas e, para tanto, ficava atento à sua doutrina e foi assim que descobri o tal de “um toque de desleixo”:

Foi quando me aprontava para um baile “julino” do Colégio Estadual Dr. João Batista Hermeto. Ajeitei-me: Brilhantina nos cabelos, calça quadriculada “boca sino”, camisa verde claro e, sabendo que para ser “o bom” só me faltava alguma gaita e um casaco marrom, que eventualmente eu tomava emprestado com ele e que eu acreditava “me dar sorte”...

Quanto à gaita, provavelmente ele me deu tudo (e certamente não era muito) o que tinha no bolso. O casaco me cedeu com muita boa vontade, mas o melhor foi: Enquanto me ajudava a acertar as golas (casaco marrom x camisa verde claro), ele, desalinhando um pouco meu topete, abrindo o colarinho e afrouxando a camisa de dentro calça, me segredou:

- Homem, para ficar bem tem que estar “nos estrinques”, mas com leve toque de desleixo.

Creio acabei levando a sério demais sua recomendação, pois passada a fase de “bom menino” – se é que realmente o fui algum dia – o “leve toque de desleixo” foi adotado como “desleixo integral”, e barba por fazer, cabelos desgrenhados, roupas enjambradas, no mais fiel estilo hippie, foram incorporados, por um longo tempo, ao meu visual.

Simplicidade

Um pouquinho na linha dos versos do nosso Mano Tarlei...

Ouvi essa música do Pato Fu e a achei lindinha (Não que os versos do maninho sejam lindinhos... mas simples, puros, naturais e tocantes)

Simplicidade
Pato Fu


Vai diminuindo a cidade
Vai aumentando a simpatia
Quanto menor a casinha
Mais sincero o bom dia

Mais mole a cama em que durmo
Mais duro o chão que eu piso
Tem água limpa na pia
Tem dente a mais no sorriso

Busquei felicidade
Encontrei foi Maria
Ela, pinga e farinha
E eu sentindo alegria

Café tá quente no fogo
Barriga não tá vazia
Quanto mais simplicidade
Melhor o nascer do dia


Tentei "colar o link" para a música, mas não consegui. Quem se habilita?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Capão de mato

Como não poderia deixar de ser ,vou passar para vocês uns versinhos que eu fiz a algum tempo atras, para uma matinha em um momento de paz em sua sombra



Capão de mato
comun
sem trato
simplesmente
mato
nascido por acaso
num ato
divino

Mata cheirosa
sua tez
folhosa
sua cantiga
ventosa
me deixa
com gostosa
alegria

Mato grosso
de fato
um colosso
compacto
seu bailar jocoso
de várias espécies
no seu matoso
mundo,me encanta
Queridos manos e afins,estou sentindo falta de vocês.Vamos bolar um jeito de nos encontrarmos.Estou com saudades daquela intimidade gostosa. Beijos.

domingo, 29 de novembro de 2009

Manga

Já chupei manga este ano. Ano passado chupar manga foi um desafio. Vamos torcer para que eu chupe manga por muitos anos. Aos leigos em assuntos de roça uma breve explicação: Quando nós da roça víamos um bezerrinho fraquinho,doentio, nós dizíamos este aí não chupa manga este ano.

Beijos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Festa nocéu

Hoje é dia 09 de novembro, hoje é aniversário de minha mãe. Ouça bem, é aniversário de minha mãe. Talvez você, insólito alguém, diria, mas aniversário comemora a vida, o tempo de existência de um ser humano. E sua mãe, não chore, não existe mais. Silêncio,tacanha criatura, você não sabe que a existência não está no outro,mas está em quem lhe permite ser. E em mim, minha mãe está e é sempre e hoje comemora seu aniversário. Ouça, cético fulano, brinca no ar a risada dengosa da eterna adolescente que pede um chocolate,espera uma rosa, e sonha uma festa assim, de surpresa. Abra os olhos, estúpido vivente, veja aquela ternura infantil,aqueles trejeitos sutis, mimados desejos aguardando seu presente. Sinta, abstrato estorvo,minha mãe comemora seu aniversário e o céu hoje está em festa.É certo que,voluntariosa, está deixando todo mundo lá de cima no sufoco, até o Todo Poderoso já está quase renunciando o cargo. Mas é a minha mãe que quer a festa de sempre, é minha mãe que busca o riso de todos, é minha mãe que, enternecida, agradece Deus Pai pelo melhor presente já recebido:acompanhar meu pai na travessia. Cale a boca, estúpido invejoso, hoje é aniversário de minha mãe e os anjos entoam os parabéns e um anjinho torto, desafinado, ao lado de Drumonnd, arrisca um " bonequita linda".Veja bem, os dois se enlaçam naquele abraço eterno e dançam entre risos e beijos e os anjos dizem amém!E você, tola figura, não queira me entristecer, pois minha mãe existe, existe em mim, existe em nós, frutos desse amor.

domingo, 8 de novembro de 2009

Manhã(zinha)

Ainda bem que eu acordei... Enquanto sonhava eu acreditei que morria.

Mamãe passou a mão nos meus cabelos e sorriu, papai me disse que eu estava lerdo... e de fato eu estava lerdo, eu pensava nela, não na minha mãe, nela, mas meu orgulho ainda era aquele homem, nem tão grande assim, até pequeno, usava uma sueter cinza, mas era forte, na verdade eu sou lerdo, não ouso, porque ousar, se ele ousou tudo? Aquele homem...

Aquele homem, um metro e setenta? Um pouco mais? Um pouco menos? Se tanto?

Mamãe beijou minha fronte. Ela sempre soube... E então eu quis e ele disse sim, porque ele sempre disse sim a quem quis, e ele me olhava, com um olhar de quem sabe olhar, com um olhar de vai, com um olhar de faça, com um olhar de vou estar e mamãe disse estou e então eu fui.

Meus cabelos não são bons cabelos: enrolam. Mas mamãe passa a mão nos meus cabelos e me conforta sejam eles bons ou ruins e ela me me diz: Filho, filho, filho... Não é tão dificil assim, um mais um, dois mais dois e vá e então eu fui.

Que bom, está amanhecendo!

Protesto

Deus é pai
não é tirano
seja feita sua vontade
devemos viver implorando

Deus é pai
não é padastro
devemos seguir
seu rastro

O que posso fazer
além de gemer
além de chorar
O que posso fazer
além de pedir
além de implorar

A minha indignação
Pai perdoa
mais um que se foi
ouça o sino que soa.

Justificativa que não justifica

Queridos companheiros ando um tanto quanto atarefado com a época de plantio; heis o motivo de não estar participando da nossa cozinha.
Beijos a todos
Tarlei

Capital

Foi mais fácil do que eu pensava.

A vida, usualmente rola com cada pessoa fazendo de tudo para interferir no seu rolar. Mas ela rola indiferentemente das interferências. Modificamos um ato? Sim. Mas nem eu nem você criamos o ato. Este se deveu, será?, Ao Sobrenatural de Almeida, personagem por demais conhecido entre as linhas do Mineirão.

Mas foi fácil.

Eu só tinha aquela chance. A bolinha "pingando na capital".

Nunca fui bom nisso. Pior, tinha medo de apanhar se fizesse o melhor. A vez era minha... Betão (que era foda nisso) só faltava me dar um cascudo... Eu sabia que podia, mas o olhar de Marcianinho fazia de mim um defunto.

Então decidi. Era Fazer "cricktpumcapitalecorrer".

Foi o o que eu fiz.

Dúvido, até hoje, que, tendo eu essas pernas tão compridas, alguém me pegue!

Foi fácil.


Aniversários

Nunca fui bom para guardar datas. Desde o primário, quando Dona Maria Antonieta me questionava, por exemplo, sobre a data da proclamação da república, eu era um fracasso. Já aconteceu de eu ligar para mamãe para parabenizá-la no aniversário do Betão! (Um pequeno deslize de alguns meses, mas o dia nove estava correto).

Ultimamente, com a ajuda da informática, montei uma boa agenda a qual me alerta, com um mês, uma semana e um dia de antecedência, o aniversário de cada Ferreira descendente de Milton e Lilia e, assim, tenho procurado não só mandar meu beijinho para cada aniversariante, mas também alertar meus "genéticos" para o evento.

Pois então, amanhã nossa mamãe comemoria aniversário.

Pensei: Mando um e-mail para a galera? Não, não mando... Mando sim... São as únicas datas as quais eu devo reverenciar, nem uma de maio nem outra de junho... Apenas essas!

Dona Lilia, meu beijo de parabéns... Seu filho a ama, ontem, hoje e sempre!

sábado, 7 de novembro de 2009

Cadê todo mundo???


Uai, que tá se assucedendo, sô?

Correspondentes, não correspondem; comentarista, não comentam... Estariam os leitores lendo? Já falei pr'oceis, o importante é manter a cozinha viva... Ou, como disse o Tititito (a quantidade de "ti" aumenta a cada sobrinho) a amizade e o companheirismo.
Bão, só pra assoprar as cinzas: Ouvi uma prosa de que tem gente programando passagem de ano em Lavras (sítio? casa? cozinha?... Num sei!). Só quero saber quem tá a frente pra dizer: Tô aqui e muito disposto e muito lépido e fagueiro (hehehe essa é da Nairoca!), pra dar um adjutório, seja ele moral, braçal ou finaceiro.


E já parpitando: (1) Respondam, viablog ou e-mail, quem tá nessa; (2) Ronaldo e Dinha - com o suporte de quem já demonstrou competência (Dado e Lu), poderiam tocar o gado; (3) Digam quanto e onde depositar o $; (4) ignorem tudo se tô pr fora!


Beijos.