Provavelmente eu diria
coisa linda é você!
Por que?
Porque é, porque linda voce é.
Provavelmente eu diria
não gosto de você!
Por que?
Ah tem dó!
Você é linda
e só!
sábado, 20 de agosto de 2011
Para Rose (VIII)
Na ponta do reio
uma gota de suor do baio.
Valham-me bridões e arreios!
Desço a cava gritando como um gaio.
Na ponta do trem ela vem de lá.
Valha-me mundão,,
essa é quem eu hei
de pra sempre amar!
uma gota de suor do baio.
Valham-me bridões e arreios!
Desço a cava gritando como um gaio.
Na ponta do trem ela vem de lá.
Valha-me mundão,,
essa é quem eu hei
de pra sempre amar!
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Mais recursos para o blog!
Pessoal, acrescentei uma opção de vizualizar o blog no formato mobile. Muito útil para os ferreira que acompanham os posts pelo celular!
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Roça
Cá na roça,
carroça,
beija-flor beijoqueiro,
bem-te-vi fofoqueiro,
canarinho violeiro...
Cá na roça,
calo,
cabo de enxada,
tez queimada,
camisa empapada...
Cá na roça,
Maria
cria
muitas crias,
carrapicho,
comidinha boa,
com cheiro de lenha e
capricho.
Cá na roça
boa fé,
se disse,
lei é.
Crenças, crendices,
histórias com e sem agá.
Cá na roça,
compadre pode se achegar,
tem café coado.
e boa broa de fubá.
---
Friedrich Wilhelm Nietzsche
"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”.
---
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Deitou na relva e desenhou o espaço,
em um cosmo negro, abissal e todo pincelado de luzes.
De dentro de seus dedos delicados saiu o arco-íris,
que era o nome do espectro da luz,
e composto em número igual ao da escala musical.
Seria melodia dos pássaros primevos?
Há algo melhor do que gostar e ser gostado?
As nuvens, poderosas nuvens, também podem sentir isso?
Mas nuvens não sentem, não falam.
Nem comigo,
nem contigo,
nem consigo.
Não falam e pronto!
Mas, ah, como são cheias de vida e de sabedoria!
Como são ricas essas nuvens.
Ambíguas feito a realidade.
Antigas feito o planeta.
Prismas multicolores da humanidade.
Por que se digo,
e ainda assim não acredito,
aconteceu?
Por que se sinto o tempo único que sempre prevalece,
onde realmente me encontro?
Desisto.
Nada é mais manifesto que o leão sob o sol da savana africana,
que esteve em ti,
e que conosco arde:
“Boceje, mas cace, meu filho.
Se espreguice à sombra,
mas emane toda ardência que de tua alma transborda!”
Radiante que se liberta.
Constante dessa terra dos milénios sempiternos.
Das rezas e dos mitos e dos muitos fados que precedem a criação das nebulosas divinais e de toda matéria desse nosso universo imponderável.
em um cosmo negro, abissal e todo pincelado de luzes.
De dentro de seus dedos delicados saiu o arco-íris,
que era o nome do espectro da luz,
e composto em número igual ao da escala musical.
Seria melodia dos pássaros primevos?
Há algo melhor do que gostar e ser gostado?
As nuvens, poderosas nuvens, também podem sentir isso?
Mas nuvens não sentem, não falam.
Nem comigo,
nem contigo,
nem consigo.
Não falam e pronto!
Mas, ah, como são cheias de vida e de sabedoria!
Como são ricas essas nuvens.
Ambíguas feito a realidade.
Antigas feito o planeta.
Prismas multicolores da humanidade.
Por que se digo,
e ainda assim não acredito,
aconteceu?
Por que se sinto o tempo único que sempre prevalece,
onde realmente me encontro?
Desisto.
Nada é mais manifesto que o leão sob o sol da savana africana,
que esteve em ti,
e que conosco arde:
“Boceje, mas cace, meu filho.
Se espreguice à sombra,
mas emane toda ardência que de tua alma transborda!”
Radiante que se liberta.
Constante dessa terra dos milénios sempiternos.
Das rezas e dos mitos e dos muitos fados que precedem a criação das nebulosas divinais e de toda matéria desse nosso universo imponderável.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Sede
Nem sede sentia,
mas um copo d’água cairia bem.
Ah sim, cairia!
Assim ela veio,
olhei-a meio de esgueio,
figurinha estranha,
translúcida e feia,
lagartinha branca,
arrastando-se lânguida n’areia,
contudo, enterneceu-me,
constrangeu-me,
endoideceu-me...
Nem sede sentia
– talvez minguada agonia –
mas a alma zonza, zonza...
fez-se em esponja
a espera da chuva,
do vinho de macerada vulva,
entorpecida que estava por tantos adeus.
Assim ela veio,
Figurinha estranha,
frágil e soberana,
sorveu-me...
mas um copo d’água cairia bem.
Ah sim, cairia!
Assim ela veio,
olhei-a meio de esgueio,
figurinha estranha,
translúcida e feia,
lagartinha branca,
arrastando-se lânguida n’areia,
contudo, enterneceu-me,
constrangeu-me,
endoideceu-me...
Nem sede sentia
– talvez minguada agonia –
mas a alma zonza, zonza...
fez-se em esponja
a espera da chuva,
do vinho de macerada vulva,
entorpecida que estava por tantos adeus.
Assim ela veio,
Figurinha estranha,
frágil e soberana,
sorveu-me...
Jogado às traças!!
Este blog está mesmo jogado às traças, recoberto de teias de aranhas e prontinho para abrigar assombrações!
Pudera, o administrador tornou-se um relapso e os colaboradores desistiram de colaborar!
Aqui neste país tropical, o tempo de muda dos pássaros acabou. Engalanados, com plumagem renovada e canto afinado eles inciam o ritual de acasalamento visando dar continuidade às suas respectivas espécies...
Esperemos o blogueiro e colaboradores também se sintam renovados após essa curta, porém intensa, hibernação e que assim fortalecidos retomem o cultivo deste cantinho.
Ânimo crianças!!!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Fazendas mineiras
Seus pomares
sombreados
úmidos
melancólicos
sabiá laranjeira
voa ligeiro
canto
alegria vespertina
rego dágua
caneca limpa
taioba, inhame
moinho de fubá
Seus quintais
ensolarados
madorrentos
preguiçosos
rolinha fogo apagou
canta sol a pino
cochilo embaixo
do ingazeiro
Enxada encostada
marmita vazia
cafezinho
cigarro de palha
Seus campos
empastados
farturentos
suculentos
vaca malhada
pasta mansidão
olhos lindos
calmos resignados
gabirobas
cheiro doce
crepusculo
lua cheia
sombreados
úmidos
melancólicos
sabiá laranjeira
voa ligeiro
canto
alegria vespertina
rego dágua
caneca limpa
taioba, inhame
moinho de fubá
Seus quintais
ensolarados
madorrentos
preguiçosos
rolinha fogo apagou
canta sol a pino
cochilo embaixo
do ingazeiro
Enxada encostada
marmita vazia
cafezinho
cigarro de palha
Seus campos
empastados
farturentos
suculentos
vaca malhada
pasta mansidão
olhos lindos
calmos resignados
gabirobas
cheiro doce
crepusculo
lua cheia
Fechado para Balanço
Falando (escrevendo) acerca de canários emudecidos, lembrei-me destes antigos versos:
FECHADO PARA BALANÇO
I
Encapsulado,
assim como uma ostra
na qual se pigou limão.
Amuado, calado...
Ah, vá lamber sabão!
Que eu sei falar gato.
Apenas sou,
Apenas estou
fechado para balanço.
II
Eu moro num quarto alugado,
num ridículo quarto enfeitado,
com fotos de mulheres nuas.
Uma lâmpada menos clara do que a lua
ilumina um poster de Fittipaldi
e você que se escalde
não há um só retrato seu.
III
Agora, me dê um tempo.
Melhor você ficar calada.
Não me pergunte nada,
pois eu nada sei...
E tudo o que sei
é que fiz uma enorme besteira
quando li Manoel Bandeira.
IV
Cadê a estrela da manhã?
***
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Perda
Colhi uma flor do campo para lhe oferecer.
Que arrependimento me deu!
Seus olhos transbordaram amor,
mas o prado se entristeceu
por eu lhe ter roubado a única flor.
***
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