Viola
minha viola
é pra ti
esta canção
minha solidão
meu abandono
com carinho
entrego em suas mãos
Viola
minha viola
eu canto
com emoção
é com o coração
que canto
e a ti dedico
esta canção
Toda tarde
faz saudade
meu dedilhado
no cordão
Tua madeira de lei
revive
nos meus braços
soluçando de paixão
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
Inevitável
Na fogueira,
a pele arde.
Definitivamente arde!
Certas coisas são,
meu amor,
absolutamente inevitáveis:
Olhar para ti,
e desejar-te ...
a pele arde.
Definitivamente arde!
Certas coisas são,
meu amor,
absolutamente inevitáveis:
Olhar para ti,
e desejar-te ...
Andando por aí
cacos e telhas,
corregos e bicas,
trilhos e atalhos,espigões e estradas,
assim se constroi um olhar.
Não queira da vida
o que você
não ensinou a vida viver.
Rios apenas correm para o mar.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
SERENADE
Imperativo: Ouçam.
Serenata de Schubert.
(Só Rose, meus filhos e minhas netas!)
O CD de David Garrett é uma boa oportunidade, é bom, é ótimo, faz bem para a alma e separa "o bom, do demais", a música, do lixo que temos ouvido.
Ouçam.
Basta ouvir para ter a certeza de que o ser humano é belo e por si só se justifica.
http://www.youtube.com/watch?v=Zq-DnZpSajU
***
Evangélico
Muito obrigado,
meu deus, meu senhor,
por essa solidão.
Muito obrigado,
meu deus, meu senhor,
só agora, só, muito só,
sei o valor de um beijo.
Na minha testa
muito obrigado, senhor
na minha face
muito obrigado, senhor
nos meus lábios.
Muito obrigado, senhor...
***
sábado, 17 de novembro de 2012
Quadras da vida
Enquanto, nos verdejantes pastos,
saltitam brancos e líricos coelhos,
eu, debil e fraco, dobro meus joelhos,
não cabem neste mundo, os castos.
Saibam, viver é um desastre.
de um lado, poesia e arte,
- santa inocência! -
do outro, força e sobrevivência.
***
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Velho
Velho é lírico...
Lirico
Como criança... Inocemte.
Indecifrável como um adolescente,
inseguro como quando da primeira vez,
ah, que idiotice a figuração de altivez!
Velho é lírico.
Velho não tem medo de morrer,
velho tem medo de não viver.
***
Eu vim aqui para morrer.
Sim, eu vim aqui para morrer.morrer, não porque morre
tudo o que é vivo,
ao seu tempo...
Morrer, não porque morre,
o que de morrer
é chegada a hora.
Eu apenas vim aqui
para morrer
não por que viver não quero mais,
mas me ofereço neste altar
em sacrifício,
por que desisti de meus ideais.
Desisti...
Era vício de criança...
Ofereço os anseios que tive
de concertar o mundo,
de promover a ética,
a fraternidade,
a amizade,
a flor
e o amor.
Ofereço.
sequer minha amizade,
sequer minha resignação...
Mas o meu fracasso
e meu abraço.
Na verdade, não vim aqui
para morrer,
mas para ser sepultado.
Versinhos tolos (e tristes)
Versinhos tolos
como tola é minha alma.
Cheiro de café forte coado
cheiro do vapor de hortelã
escapando do bico da chaleira
escapando do bico da chaleira
o fumo nas ventas da vacada
beirando o curral
os bezerros amainados
na grama orvalhada
na grama orvalhada
os passos largos das botas de borracha
no corredor longo de tábuas corridas
a pressa matutina
na determinação de tudo fazer.
Versinhos tolos
como tola é minha alma.
Chinelos de pano
o abrir das janelas
para o perfume das laranjeiras
para o perfume das laranjeiras
o destravar as tramelas
uma ordem ou outra
o sorriso do despertar a casa
a felicidade cantoralada numa cantiga
de mulher bem amada
e segura de seu melhor viver.
Versinhos tolos (e tristes)
como tola é minha alma
e a saudade que, tola, abriga.
***
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Buteco
Inquant'eu bebia d'uma cachaça,
oia procê vê, qui engraçado num foi,
muié casada n'imin achou graça
e garrou maginá fazer dum homi, um boi.
Nem bunita era a guria danada,
mais desavergonhada n'imim se esfregou,
cumu minhoca brava disenterrada,
fizesse eu nada, diziam os outros: Frouxou!
E eu qui de frouxo não aceito a pecha,
sem respeito, acheguei di'cum força a ripa,
e nu qui achei na madeira uma brecha,
arrastei a prenda pra di traiz duma pipa.
Homis alguns há qui inté qui aceita uma gaia,
si a vida si ajusta nas iscundidas
i'si suas isporas, as tiricas num atrapaia,
mais si catuca a honra cumprica, ah cumprica...
Prenda desavergonhada qui era por demais,
ajustou di contar vantagi pra tudos ouvir
e sobrou pra mim aqui, qui nem num lembrava mais
das quantidades das pingas batizadas qui bebi.
Caboquinho, marido dela, mirradim, miudim,
mais cum sangue nus oios e faca na mão,
desatou: "Rasgo seu bucho, corto seus baguins,
como seu figo, seu rin e seu coração!".
No'sinhora dus homis machus e forgados,
viu qui n'mim o sangue num si encoieu,
nu que botou fogo nus meus óios azulados,
veneno botou nessas palavras dus beiçus meus:
"Prestenção homi! Digo agora, ôio nu ôio,
pra nun'dizer nu mei di tudo mundo dispois,
milhor, muinto milhor, cumer um filé a dois,
du qui ruer sozin, sozin, ocê sozin, dois osso!".
Aí tudo si arresorveu...
oia procê vê, qui engraçado num foi,
muié casada n'imin achou graça
e garrou maginá fazer dum homi, um boi.
Nem bunita era a guria danada,
mais desavergonhada n'imim se esfregou,
cumu minhoca brava disenterrada,
fizesse eu nada, diziam os outros: Frouxou!
E eu qui de frouxo não aceito a pecha,
sem respeito, acheguei di'cum força a ripa,
e nu qui achei na madeira uma brecha,
arrastei a prenda pra di traiz duma pipa.
Homis alguns há qui inté qui aceita uma gaia,
si a vida si ajusta nas iscundidas
i'si suas isporas, as tiricas num atrapaia,
mais si catuca a honra cumprica, ah cumprica...
Prenda desavergonhada qui era por demais,
ajustou di contar vantagi pra tudos ouvir
e sobrou pra mim aqui, qui nem num lembrava mais
das quantidades das pingas batizadas qui bebi.
Caboquinho, marido dela, mirradim, miudim,
mais cum sangue nus oios e faca na mão,
desatou: "Rasgo seu bucho, corto seus baguins,
como seu figo, seu rin e seu coração!".
No'sinhora dus homis machus e forgados,
viu qui n'mim o sangue num si encoieu,
nu que botou fogo nus meus óios azulados,
veneno botou nessas palavras dus beiçus meus:
"Prestenção homi! Digo agora, ôio nu ôio,
pra nun'dizer nu mei di tudo mundo dispois,
milhor, muinto milhor, cumer um filé a dois,
du qui ruer sozin, sozin, ocê sozin, dois osso!".
Aí tudo si arresorveu...
***
sábado, 10 de novembro de 2012
Eneas Maçarico
Eneas Maçarico foi, como quase todos que se meteram no Mato Grosso adentro, naquelas datas, uma besta. De letras conhecia quase nada, menos ainda de tabuada, mas era ladino como uma cabrita no cio e forte, forte demais na trapaça. Na espreita, sempre na espreita, se fez.
Bem apessoado, comeu a filha do vendeiro e do encarregado, a mulher do gato e a empregada do deputado, até o dia que resolveu buscar a família e assentar praça. Trouxe mulher, filho e filha, uns caiporas magrelos e loirinhos vindos lá do Paraná.
Armaram um rancho na beira do Rio, em terras boas onde o suor que caía regava e, no que regava, tudo brotava. E plantaram soja, milho e girassol. Foi feito o que havia a ser feito. Eneas era trabalhador. Bronco, mas trabalhador. Mas Eneas, preste atenção, Eneas, não se contentava com pouco. Uma mulher só, uma filha só, um filho só e um boizinho só... Não o Eneas.
Sovaco fedendo, Eneas apeou do cavalo e expulsou ribeirinhos e ribeirões até que um dia uma bala lhe disse não.
Deu azar.
Hoje Maçaraquinho está montado e renega o pai.
Cipó
Quem precisa de cipó,
é macaco,
quem cai no chão
tropeçou no saco,
quem errou,
se fez em cacos...
A vida constroi,
a vida destroi,
porque não existe voce,
porra, nem eu,
e quer saber,
nem deus.
é macaco,
quem cai no chão
tropeçou no saco,
quem errou,
se fez em cacos...
A vida constroi,
a vida destroi,
porque não existe voce,
porra, nem eu,
e quer saber,
nem deus.
Amor meu...
Amor,
amor meu,
pense em mim,
sempre em mim.
Amor,
amor meu,
sou só seu,
sempre seu.
Amor,
amor meu,
estou e estarei
sempre ao lado seu.
Amor,
amor meu,
saudades de você.
Amor,
amor meu,
preciso de você.
Amor,
amor meu,
eu amo você.
Nada mais sei dizer...
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Isadora - Novas Fotos
Ferreirada,
seguem 03 novas fotos da Isa.
Na primeira o papai coruja está ensinando uma das coisas boas da vida, "Rapar tacho". Nesse caso a rapa era de Cural de Milho. Um dos 2 doces preferidos da Isa. O outro doce é rapadura rsrsrs
Na segunda foto ela se prepara para sair para "Escolinha"
Na terceira a Isa tentou despitar os Paparazzi se vestindo de bruxa, mas umA paparazzi esperta pegou a estrela entrando no carro do papai rumo a festa das bruxas.
Beijos,
Dado
seguem 03 novas fotos da Isa.
Na primeira o papai coruja está ensinando uma das coisas boas da vida, "Rapar tacho". Nesse caso a rapa era de Cural de Milho. Um dos 2 doces preferidos da Isa. O outro doce é rapadura rsrsrs
Na segunda foto ela se prepara para sair para "Escolinha"
Na terceira a Isa tentou despitar os Paparazzi se vestindo de bruxa, mas umA paparazzi esperta pegou a estrela entrando no carro do papai rumo a festa das bruxas.
Beijos,
Dado
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