segunda-feira, 29 de junho de 2009
Dicionário Mineirês
Mas resolvi retomar... Talvez, com a ausência de nossos ícones, seja este um dos caminhos para a manuntenção de nossa unidade.
E agora, tentando aliviar as tensões, segue um "Post bem light":
Dicionário Mineirês
(Domínio popular)
Antisdonte ou Ãnstionti: o mesmo que “antes de ontem”
Arreda: Verbo na forma imperativa (dânnu órdi), paricido cum “sair”: Arreda prá lá, sô!
Belzont: Capitar das Minas Gerais.
Beraba e Berlândia: Cidades famosas do Triângulo Mineiro. Diz qui tem uma ôtra lá pra’quelas bandas, qui tumem cumeça cum “B” e acaba com “raguari”.
Cadiquê ou Causdiquê - mineirin tentânu intendê o pruquê d’arguma coisa... 'Por causa de quê?'.
Cadiquin: Bem pôquin... Põe só um cadiquin dessa pinga pr'eu...
Confórfô eu vô: Conforme for, eu vou.
Corguin: diminutivo de Corgo = Córrego.
Dendapia: dentro da pia.
Deu: o messs qui di mim. Ex : " - Larga deu, sô !"
Deusdi: o messs qui “desde”. Ex: " - Eu sou magrilim deusdi rapazín !"
Deusdiqui: Desde que: Eu sou magrin deusdiqui eu era muleque!
Dó: o messs qui "pena", "compaixão"
Dôdestombago ou dôdestongo: Dor de estômago.
Embadapia: Debaixo da pia.
Émezzz: Minerin dimirado do que contaro pr’ele. Podi tá querêno tamém cunfirmá arguma coisa. Espia ou oia: Nome da popular revista VEJA quando chega na distante e pequena cidade do minerin.
I: E: Minino, ispecial, eu i ela, vistido.
In: Forma diminutiva: Piquininin, lugarzin, bolin, vistidin, sapatin etc....
Inborná ou Borná: Bornal, inquantu seu inborná vem cu mio e’tô vortanu cum fubá
Intorná: Quando não cabe na vasilha. 2. Derramar.
Jizdifora: Cidade minera pertín do RidiJanero.
Kidicarne: medida empregada na comercialização de carne - quilo de carne - quinze kidicarne = uma arroba
Kinem: Advérbio de comparação - igual: Ela saiu bunita kinem a mãe.
Lidileite: Litro de leite.
Magrilin ou magrin: Indivíduo muito magro, mirradin... mirradin.
Mastumate: Massa de tomate
Minerin ou Mineirin: Naturar duistádimínass.
Mirradin: Magrin... Magrin.
Munho: Moinho: Vô lá nu munho do Sô Mirto mode trocá uma quarta de fubá.
Negocin: Qualquer coisa que o minerin acha pequeno.
Némêss: Minerin quereno qui ocê concordi c'ás idéia dêle...
Nimim: o messs qui "em mim". Exempro: "- Nóoo, cê vive garrádu nimim, trem !...Larga deu, sô !!...
NNN: Gerúndio do minerês: Brincannno, corrennno, innno, vinnno.
Nóoo: num tem nada a ver cum laço pertado, não ! É o mess qui "nossa!!" ...Vem di: Nóoossinhora !...
Némermo: Minerin procurando concordância com suas idéias.
Num ... Não: Advérbios de negação usados na mesma frase: Num vô não. Num quero não. Num gosto não.
Óiaí: Olha aí, ó, toma...
Óiaqui: Minerin tentando chamar a atenção para alguma coisa.
Oncotô: Expressão de dúvida. Empregada constantemente quando o mineirim vai pra capitar, ou intão pra SumPaulo. (Onde que eu estou?)
Onquié: É quan nois num sabe pronde é qui nóis vai. (Onde fica?)
Óprocevê: (!) .Mineirin dimirado cum arguma coisa! (olha pra você ver!)
Ostrudia: É quan um mineirim num qué fazê arguma coisa hoje (outro dia). “Ostrodia nóis vai, cumpadre!”
Pão di queijo: Ísscêis sabe ! Cumida fundamentar na mezz minêra e que disputa c'o tutú a nosss preferênça
Pelejânu: O mess qui tentânu: “- Tô pelejânu qü' esse diacho né di hoje!”
Pincumel: pinga com mel “Si ocês tá cumeçano a constipá, toma logo uma pincumel que é prá mode sarar”
Pópôpó: A mineirinha pedidndo ajuda ao marido pra fazer café.
Pópôpoquin: Resposta afirmativa do marido.
Prestenção: é quan’um mineirin tá falano mais cê num tá ouvino.
Proncovô: É quan nóis inda num discubriu pronde é qui nóis vai e tá quainahora. (para onde que eu vou?).
Quaisnahora: Expressão que indica que o mineirm está ficando atrasado:
Quiném: advérbio de comparação. Ex: "É bunita qui dói. Quiném a mãe !"
Sapassado: Sábado Passado.
Secetembro: Dia em que se comemora a independência do Brasil.
Sô: fim de quarqué frase. Qué exêmpro tamém ? :Cuidadaí, sô !!...
Tirisdaí: É quan um trem tá travessado bem in frente di nóis: Ex Tirisdaí minino! Tá travancando o caminho. (tira isso dai)
Trem: Palavra que não tem nada a ver com transporte, e que quer dizer qualquer coisa que o minerin quiser: Já lavô us trem? Eu comi uns trem. Vamo lá tomar uns trem? Qui trem é esse aí, sô?
Trosso: É quiném trem
Tutu: Mistura de farínn di mandioca cum feijão massadím e uns temperin lá da horta. Bão dimais da conta, sô! Acumpanha um torresmin e pincumel.
Tii: O irmão do pai ou da mãe.
Uai: "Uai é uai,...uai !"
Varge: Aquele legume verde rico em fibras. Serve tamém pra dizê daquelis lugar nos pé de morro ondi fica chei d’água no chão e que o pessoar usa pra prantá arroz: (Várzea)
Vidiperfum: É donde se guarda aquelas água de chero. (vidro de perfume)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Causos?
Hoje foi um dia que começou até engraçado; logo de manhã, muito cedo, chegou o Joaquim Galdino, Jovino, Antônio Guido e Divina-"bolôlo".Antônio não queria casar mais por causa de um "disse que me disse" e vieram para eu resolver o caso; banquei o importante, empertiguei e tomei ares de Juiz e estiquei uma ladainha pra riba deles, no fim tudo deu certo.
Rodrigo chegou queria dinheiro, mas desta vez eu tinha mesmo.Paguei e não bufei.Assim passou a manhã meio no embrulho.Drepois do almoço subi a serra fui ver o gado; faltou o almirante, campeei, campeei e não achei; pensei hoje já me castiplaram o dito;voltei já tarde e cansado.Passarinho e José Tunico estão apanhando goiabas, acharam demais-vai dar doce!Geracina amanhã está apertada;Não jantei, comi leite com angú.Lauro chegou-vamos arrumar goiabas companheiro!Assim fizemos arrumamos goiabas até agora:10,25.Escrevi essas bobagens que aí estão.Vou tomar um banho para dormir.
Ó Deus, eu vos peço, abençõe a minha família,dando-lhes a paz.
Boa noite
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Causos de Milton Ferreira (Fulvo: A cor do lobo!)

A maioria delas carregada pelas cores intensas de seu pioneirismo, de sua fibra, de sua determinação e de sua infindável luta na consecução de recursos suficientes para botar um diproma na mão de cada um dos membros de sua numerosa prole, o que acabou fazendo dele um homem sempre a frente de seu tempo.
X
X
Papai veio montado no Marengo, um dos cavalos que ele mais gostava, embora nós, meninos mais afeitos aos “pegas eqüinos”, o julgássemos um tanto lento, e sempre o preteríssemos em favor do Moleque, do Corsário ou de outro com maior ardência.X
segunda-feira, 25 de maio de 2009
DESPEDIDAS
Não se atrase para ver o mar.
Suas ondas clamam.
Choram.
Dobram-se.
Pelos andarilhos de ontem que nele saíram a velejar.
Soluços vêm com o tempo: é costume.
E não há criança que não adormeça por detrás dos morros da idade.
Dos cabelos desfeitos.
Dos dedos enrugados.
Da carne fraca feita em vento volátil.
Os mortos, também eles, são crianças.
Foi-se o homem da foice às costas.
Do suor salgado ao rosto de sol.
Das pernas brancas.
Das penas do mundo.
Das plagas da enxada.
Era um belo dia para se morrer aos oitenta e sete.
Era a natureza divina acolhendo a vida onde ela termina.
Eram sinos e era a sina.
Porque tudo que está distante virá ao lado.
Todo barro da terra será retirado.
E todo insondável enfim revelado.
Onde habitará o eu fragmentado?
Há que se aguardar pacientemente a vez.
Quando finalmente lassa a tez.
Porque a paga pela procura é ser encontrado.
Bravo!
Aplausos.
Triste silêncio funéreo...
Sai de cartaz o homem, permanece em sua criança o rei etéreo.
Da terra sobreviveu,
À terra volveu...
Queira Deus, como semente
de um magnífico jatobá,
a vingar no alto de uma vertente
onde sua sombra me aguardará.
Queira Deus
Sejam estes versos, não um adeus,
Mas sim, sem nenhum ai,
Um até breve, meu pai.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Curiosidades do Mato Grosso (I)

- O matogressense diz "estou apurado" quando está com muita coisa por fazer, muito serviço, "muita costura", como diria o mineiro.
- O jacaré do Pantanal mede até 2,5 metros de comprimento, alimentando-se principalmente de peixes.
- O matogossense diz: "podando" quando está "cortando" um carro numa estrada.
- O maior peixe do Pantanal é o jaú, um bagre gigante que chega a 1,5 metro de comprimento, pesando até 120 quilos.
- Moagem, é o que o matogrossense diz signifcando: brincadeira, farra, gozação, folia...
- Tuiuiú, ave-símbolo do Pantanal, tem mais de 2 metros de envergadura com as asas abertas.
- "Quem?" ou "É Quem?", bem arrastado... Atendendo ou iniciando uma conversa ao telefone.
- O Pantanal apresenta grande diversidade de espécies de plantas superiores, como árvores e arbustos (1.647 espécies) e alta diversidade de fauna: 263 espécies de peixes, 122 espécies de mamíferos, 93 espécies de répteis, 1.132 espécies de borboletas e 656 espécies de aves.
- "Dar febre", é algo como "encher o saco", "dar canseira", "apurrinhar"...
- A onça pintada do Pantanal chega a pesar 150 quilos, alimentando-se de aproximadamente 85 espécies de animais que vivem na região. Um dos atrativos no seu cardapio é o jacaré.
- O Pantanal brasileiro tem 144.294 km2 de planície alagável, 61,9% dos quais (89.318 km2) no Mato Grosso do Sul, e 38,1% (54.976 km2) em Mato Grosso.
- Bem, isso não é apenas em Mato Grosso, mas vale: Avenida "Tranquedo" Neves, "Pogresso" (um distrito de Tangará), "Pobrema" (um problemão)... Mas "duídu memo" é o tal do verbo "ponhar". Isso mesmo: Eu "ponhei" a viola de cocho em cima do banco...
- Existem mais espécies de aves no Pantanal (656 espécies) do que na América do Norte (cerca de 500) e mais espécies de peixes do que na Europa (263 no Pantanal contra aproximadamente 200 em rios europeus).
Depois tem mais!
Porque: "Nois veio, antão nois vai contando."!
Curiosidades do Mato Grosso
sábado, 9 de maio de 2009
Parabéns Mães (e futura mãe) Ferreira
Parabéns mães Ferreira!!!
Hoje eu e Rose discutimos se uma mulher grávida "já é mãe" ou ainda é uma "futura mamãe". Eu defendi a segunda possibilidade, ela a primeira.
Como não chegamos a uma conclusão, vai aqui também o meu abraço para a Maysa. Seja ela "já mamãe" ou ainda "futura mamãe"... Afinal, de uma forma ou de outra ela merece.Abaixo um texto enviado pelo Douglas, por e-mail:
"...Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos se acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões. Ser feliz é encontrar forças no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.Ser feliz não e apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre as tristeza. Não e apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições no fracasso.Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos desafios, incompreensões e períodos de crise.Ser feliz é deixar de ser vitimas nos problemas e se tornar autor da própria historia. É atravessar fora de si, mas ser capas de encontrar um Oásis no recôndito de sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã o milagre da vida.Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem de ouvir um não. É ter segurança para receber uma critica, mesmo que injusta.Ser feliz e deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade pra falar "eu errei". É ter ter ousadia pra dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você". É ter capacidade de dizer "eu te amo".Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para ser feliz...E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim descobrirá que ser feliz não e ter uma vida perfeita. Mas usar obstáculos para abrir as janelas da inteligência.Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrario."
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Anjo Protetor

Dia das Mães
Fonte: TAM-Nas Nuvens- Sonia Racy.
Maio, Dia das Mães. Foi uma super mãe que inventou esse dia? Não exatamente. Foi uma espetacular filha que não teve filhos. A norte americana Anna Jarvis, ao perder sua mãe - uma reconhecida ativista de sua época - em 1907, começou intensa campanha para instituir o dia nacional das Mães. Ela conseguiu que a pequena cidade de Grafton, na Filadelfia (EUA), celebrasse o dia no segundo aniversário da morte de Anna Reese Jarvis.
O sucesso foi imediato e a data se espalhou pelo estado, com Anna liderando um movimento para institucionalizar o dia. Em 1911, a data foi celebrada em quase todos os estados norte-americanos. Mas a boa filha não se contentou e, em três anos depois, o presidente Wooddrow Wilson editou comunicado oficial proclamando feriado nacional todo segundo domingo de maio.
A partir de então, o mundo aderiu paulatinamente, cada país escolhendo uma data no calendário. Austrália, Bralil, Canadá, Japão e Turquia seguiram os Estados Unidos. O primeiro dia das mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre no dia 12 de maio de 1918. E foi em 1032 que o então presiendente da república Getúlio Vargas oficializou também a data no segundo domingo de maio.
.......
O evento passou a ter um sentido comercial rapidamente. Tanto assim que Anna, desapontada com o caminho do feriado que havia criado, montou novo movimento em 1932 contra a comercialização da data.
...
Pelo jeito, em vão!
Oração
para espargir as sementes
que de Ti recebo, numa linguagem muda
que tão somente a ouve
quem de verdade quer
seguir Teu caminho.
Sei que será dura a jornada
que terei a trilhar.
Mas neste afã de encontrar
um dia Tua Morada
já não me amendrontam os espinhos
que terei ao longo dos caminhos.
Quero ter um coração aberto
quero ter-Te bem perto
e a todo Teu mandado
sempre... sempre... dizer sim
creio, estando Tu ao meu lado,
quem poderá estar contra mim?
Amém
Paulo Freitas, 15 de maio de 1969
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Ferreiras 's News - Aniversário da Isabela

quinta-feira, 23 de abril de 2009
Aniversário Isabela
Isabela é uma destas gotinhas, talvez a mais preciosa delas.
Em 28 de abril de 2009 completa-se um ano desde que essa doçura chegou na forma de neta, desde que chegou essa coisinha linda, capaz de fazer um senhor de cabelos brancos voltar a ser criança dentro de uma piscina.
Espero merecer este olhar para sempre!
Pois bem, os pais de minha neta - é claro que com sua chegada perderam o posto de minha filha e meu genro para mãe e pai de minha neta, respectivamente - gostariam muito que todos os Ferreira se fizessem presentes na festinha que prepararam: dia o2/05/2009, as 16h00min, em Macaé.
Vocês podem até estar questionando: "Porque não uma foto da família? David, Marcele e Isabela?" Tá certo... E vocês acham que eu perderia uma oportunidade destas?
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Ostara
A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra "páscoa" – do hebreu "peschad", em grego "paskha" e latim "pache" – significa "passagem", uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.
De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.
Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. A celebração de Ostara, comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera. Algumas das tradições e rituais que envolve Ostara, inclui fogos de artifícios, ovos, flores e coelho.
Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar.
Os símbolos tradicionais da Páscoa vêm de Ostara. Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra.
A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho.
A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C., como sendo "o primeiro Domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março.
A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa.
Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A celebração sempre começa na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Páscoa: é a chamada semana santa.
A Páscoa de cada um.
Antigamente, não sei quão "antigamente", os ovos de páscoa eram tão somente ovos comuns de galinhas (também comuns), esvaziados da clara e da gema, pintados em cores vivas e com motivos alusivos ao evento. Posteriormente, estes ovos passaram a ser recheados (não me perguntem como) com amendoins revestidos com açúcar e chocolate. Tais ovos eram colocados em ninhos escondidos, em busca dos quais a criançada partiam em grande algazarra.
Contam que num sítio muito pobre, enquanto procuravam por seus ovos, as crianças viram um enorme coelho branco, de orelhas muito compridas, saindo em disparada de uma moita de capim... Justo onde havia sido escondido o ninho com grande quantidade de ovos de páscoa. Eufóricas, as crianças voltaram até seus aos berros, dando conta de que haviam sido presenteadas pelo "coelhinho da páscoa"!
Verdade? E quem duvida?
Lá em casa, quando as crianças eram realmente crianças, costumavamos esconder os ovos (de chocolate, naturalmente!) nos mais impossíveis esconderijos. Contudo, para lhes facilitar a busca, deixavamos pegadas no carpete, obtidas pressionando as pontas dos dedos sujas de talco contra o tapete, como se fossem pegadas do coelhinho (juro que acreditavam!).
Depois, era uma "lambuzação" só... De chocolate e alegria!
E vocês, o que contam de suas páscoas?
sábado, 4 de abril de 2009
Serra do Rola-Moça

Este Post é dedicado aos Ferreiras de Belo Horizonte, ou Beagá, ou Belzonte, ou Belô, como também é conhecida a Bela Capital Mineira – a maior roça do planeta – famosa pelos seus inúmeros botecos, pelo pão de queijo, pela beleza das mulheres e, claro, pelo jeito único belorizontino de ser. Mas isso é assunto para outro post que poderia muito bem ficar a cargo dos Ferreira que lá estão.
Aqui quero falar da “Serra do Rola-Moça” (sem hífen na nova ortografia?). Porque? Ora porque me deu vontade, uai!
O Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, é um parque brasileiro situado no estado de Minas Gerais. Está situado na região metropolitana de Belo Horizonte.
Criado pelo Decreto Estadual nº 36.017, em 27 de setembro de 1994, protege uma área de 3.941,09 hectares e abrange os municípios de Belo Horizonte, Nova Lima, Ibirité e Brmadinho, incluindo as bacias dos cursos d’água Taboão, Rola-Moça, Barreirinho, Barreiro, Mutuca e Catarina. O Parque foi criado em uma área de mananciais importantes para o abastecimento da região. Por isso, é uma área de proteção especial, cujas áreas de mananciais permanecem fechadas à visitação e ao turismo.
No Rola-Moça estão incluídas paisagens características de Mata Atlântica, Cerrado, Campos de Altitude e Campos Ferruginosos, além de alguns mirantes, como o Mirante do Morro dos Veados, localizado na estrada que corta o parque e chega ao distrito de Casa Branca onde são proporcionadas belas vistas panorâmicas. O relevo do parque é extremamente acidentado, incluindo algumas serras como a Serra do Rola-Moça, Serra do Jatobá, entre outras.
Apesar do inverno rigoroso, o Parque apresenta uma temperatura média amena de aproximadamente 25°C. A vegetação é de uma zona de tensão ecológica, isso significa que existem transições bruscas de Mata Atlântica para Cerrado e Campos de Altitude, o que faz com que a vegetação seja bastante diversificada, possibilitando encontrar espécies como: ipê, cambuí, aroeira branca, xaxim, sangra d'água, canela, unha-de-vaca, pau-d'óleo, quaresmeira, cangerana, cedro, carne-de-vaca, cambotá, pau-ferro, pequi, jacarandá do cerrado, ipê-cascudo, murici, jatobá-do-cerrado, pau-santo, pau-de-tucano, araticum e canela-de-ema.
O Rola-Moça possui uma mastofauna bastante diversificada, incluindo: onça parda, jaguatirica, gato mourisco, gato do mato, lobo-guará, raposa, mão-pelada, coati, irara, lontra, ouriço, preá, tamanduá-de-colete, tatu-peba, tatu-galinha, caititu, veado catingueiro, veado campeiro, guigó e mico-estrela.
Os principais atrativos do parque são seus mirantes, que possibilitam vistas únicas e incomparáveis. Os principais mirantes são: Mirante das Três Pedras, Mirante do Planeta, Mirante do Jatobá e Mirante Morro dos Veados. Além dos mirantes, o Parque tem ainda como atração os Campos Ferruginosos, que são extremamente raros, sendo encontrados, no Brasil, somente nessa Unidade e em Carajás (Pará). Por esse motivo, nestes campos as visitas só ocorrem com o acompanhamento de monitores.
O Parque conta ainda com um centro administrativo e com um centro de informações. Pode ser apreciado em uma região com boa infra-estrutura de pousadas e hotéis, em lugar próximo de cidades da região metropolitana de Belo Horizonte, de onde o parque está a 25 km.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Estadual_da_Serra_do_Rola-Mo%C3%A7a
E porque Rola Moça? A explicação está nos Versos de Mario Andrade, os quais Martinho da Vila tomou como letra de uma música sua.
A serra do rola-moça
Mário de Andrade
A Serra do Rola-Moça
Não tinha esse nome não...
Eles eram do outro lado,
vieram na vila casar.
E atravessaram a serra,
o noivo com a noiva dele
cada qual no seu cavalo.
Antes que chegasse a noite
se lembraram de voltar.
Disseram adeus pra todos
e se puserem de novo
pelos atalhos da serra
cada qual no seu cavalo.
Os dois estavam felizes,
na altura tudo era paz.
Pelos caminhos estreitos
ele na frente, ela atrás.
E riam. Como eles riam!
Riam até sem razão.
A Serra do Rola-Moça
não tinha esse nome não.
As tribos rubras da tarde
rapidamente fugiam
e apressadas se escondiam
lá embaixo nos socavões...
Temendo a noite que vinha.
Porém os dois continuavam
cada qual no seu cavalo,
e riam. Como eles riam!
E os risos também casavam
com as risadas dos cascalhos,
que pulando levianinhos
Da vereda se soltavam,
Buscando o despenhadeiro.
Ali, Fortuna inviolável!
O casco pisara em falso.
Dão noiva e cavalo um salto
precipitados no abismo.
Nem o baque se escutou.
Faz um silêncio de morte,
na altura tudo era paz ...
Chicoteado o seu cavalo,
no vão do despenhadeiro
o noivo se despenhou.
E a Serra do Rola-Moça
Rola-Moça se chamou.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Despedida da Fazenda

Milton Ferreira Carvalho
Deixei lá no pé da serra: Minha casa,
Minha terra, a mata, o ribeirão.
Deixei a estrada sombreada na porteira da estrada
E o ipê junto ao portão
Deixei a mangueira frondosa, o canteiro de rosa,
O galinheiro e o galpão.
Deixei o eucalipto caído que em cuja tora estendida,
Assentado, lhe contava minha vida, meu sonho, minha ilusão.
Deixei a lua prateada que por trás da serra
Despontava como flocos de algodão
Deixei tudo, vim embora.
Mas sei que lá tudo chora pela minha ingratidão
Mas para redimir minha falha
Enterrado lá, como mortalha.
Deixei pedaços do meu coração.