Vamos fazer o seguinte: Estamos todos na cozinha lá de casa, em Lavras, cidade de onde cada um pode puxar um retalho seu, um retalho da alma de cada um (Que pieguisse!), um pedacinho de cada história... (Mais piegas ainda! Mas o que fazer se somos assim um tanto passionais?)
Depois tudo se explica.
Mas então, aqui estamos nós: Papai e mamãe dormindo, eu sentado (literalmente) na mesa e me julgando - por conta de ser o mais velho - 0 dono da prosa; Naira administrando o espaço e controlando os custos e os exageros; Tarlei exagerando (indepedente do esforço da Naira), cantando, dando cascudos, gargalhando... ufa!, Milton ponderando, mediando, fazendo dueto... Ufa!, de novo; Humberto "sacaneando" a tropa e se divertindo com o espanto de cada um; Maria Aline, raramente presente e quando presente, amando tudo e emprestando a sua beleza rara (Ufa,! Uma vez mais); Mirian, deslumbrada com a família que tem, rindo, sorrindo e pensando eu faço parte da arte de Deus; Nelson - Será que um dia conhecerei o Nelson? - acompanhando o desenrolar dos fatos, a meia distância, com uma opinião bem formada e pronto para trucar com o quatro de paus na mão; Walisson - com crédito por ser meu afilhado e o mais novo do clã - esnobando a nossa idiotice e curtindo a nossa grandeza...
Caraca! Esqueci a banda podre!!!
Que coisa, Hein? Qualquer um dessa turma (podre) tem o direito de me jogar no chão, não por eu ser o mais velho (e, portanto, mais fraco), mas, principalmente, porque qualquer um deles é melhor do que eu, e mais, por porque todos eles, até então, me toleraram.
Mas então, este é o blog "Os Ferreira". Que tal, nos juntarmos nessa cozinha?
sábado, 4 de julho de 2009
Ara, Lilia!
Pois é, então... Ficar sem ele não poderia
Não é, Dona Lilia?
Safadinha!
Afinal, quem a premiou com a cabacinha
Exclusiva e matinalmente abastecida
Com o leite, por ele ordenhado, da vaca memória?
Que história!
Quem, se não ele, reservaria (e protegeria)
O último banho da noite para Dona Lilia?
Pois é, então... Nem mais, nem menos, nem meio.
Quem, se não ele, arrearia o Marengo
Com a melhor manta, o melhor o arreio,
só para agradar o seu dengo?
Quem, se não ele, quando aborrecido, diria:
"Ara, Lilia!..."
Ara, Lilia!
E ara, uma vez mais...
Que falta você me faz!
Safadinha!
Ficar sem ele não poderia,
Não é Dona Lilia?
Quem, se não ele, abriria trilha
Até o pomar, só para Lilia Passar?
Quem, se não ele, amaria cada filha,
Cada filho... Mas mais a Lilia
Safadinha!
Mais, muito mais...
Só você...
Ara, Lilia!
E ara, uma vez mais...
Que falta você me faz!
Não é, Dona Lilia?
Safadinha!
Afinal, quem a premiou com a cabacinha
Exclusiva e matinalmente abastecida
Com o leite, por ele ordenhado, da vaca memória?
Que história!
Quem, se não ele, reservaria (e protegeria)
O último banho da noite para Dona Lilia?
Pois é, então... Nem mais, nem menos, nem meio.
Quem, se não ele, arrearia o Marengo
Com a melhor manta, o melhor o arreio,
só para agradar o seu dengo?
Quem, se não ele, quando aborrecido, diria:
"Ara, Lilia!..."
Ara, Lilia!
E ara, uma vez mais...
Que falta você me faz!
Safadinha!
Ficar sem ele não poderia,
Não é Dona Lilia?
Quem, se não ele, abriria trilha
Até o pomar, só para Lilia Passar?
Quem, se não ele, amaria cada filha,
Cada filho... Mas mais a Lilia
Safadinha!
Mais, muito mais...
Só você...
Ara, Lilia!
E ara, uma vez mais...
Que falta você me faz!
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Fernando Pessoa
Este post é para ajudar a maninha Mirian (Cocada) que consegue comentar, mas não consegue "postar" (Ou seria popstar, como ela escreve abaixo? Talvez um post "pop"...). Que coisa, hein?
Nada a ver com o mineirês...Queria popstar(chique não?)um poema de Pessoa, mas a ignorância assola-me (nossa!):
A criança que fui chora na estrada
Deixei-a ali quando vim ser quem sou:
Mas hoje vendo que o que sou é nada,
quero ir buscar quem fui onde ficou.
Ah! Como ei de encontrá-la?Quem errou
Na vinda tem regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber minha alma está parada
Se ao menos atingir este lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o , relembrar,
Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal como fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim."
Aos que não amam poesia...tolerem-me!
Nada a ver com o mineirês...Queria popstar(chique não?)um poema de Pessoa, mas a ignorância assola-me (nossa!):
A criança que fui chora na estrada
Deixei-a ali quando vim ser quem sou:
Mas hoje vendo que o que sou é nada,
quero ir buscar quem fui onde ficou.
Ah! Como ei de encontrá-la?Quem errou
Na vinda tem regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber minha alma está parada
Se ao menos atingir este lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o , relembrar,
Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal como fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim."
Aos que não amam poesia...tolerem-me!
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Causos de Milton Ferreira (O campo de aviação)
Já comentei, num outro post, acerca da sanha empreendedora de nosso pai, a qual acabou por transformar, em certas ocasiões, a nossa querida Fazenda dos Coelhos num verdadeiro canteiro de obras... Tal fato, além disto, nos propiciou passagens divertidas, como em mais esse “causo de Milton Ferreira”:
Construída a fábrica de queijos, seguramente a mais moderna da região, e não tendo nosso pai nenhuma experiência na produção dos derivados de leite e menos ainda na sua comercialização, decidiu ele a arrendar para o Sr. Hanz Noremose, um senhor de origem holandesa, radicado em Minduri – MG, onde se tornou um dos mais respeitados produtores de derivados do leite, sob a nacionalmente conhecida marca dos laticínios Danna.
Ocorre que o Sr. Hanz possuía um aviãozinho mono-motor (teco-teco) do qual fazia uso para seus deslocamentos até as suas fábricas espalhadas no sul de Minas Gerais, e nosso pai – não sei se a pedido do Sr. Hanz, ou não – prontamente tratou de preparar, bem no alto do “pasto de cima”, um campo de aviação para os pousos e decolagens da máquina voadora do holandês.
E finalmente chegou o dia da primeira visita do Sr. Hanz Noremose em sua mais nova instalação para produção de laticínios.
Já no dia que antecedeu à sua chegada, a expectativa era grande, e os últimos preparativos foram providenciados a toque de caixa: Mamãe cozeu um enorme coador de café, que, segundo instruções de papai, faria, após pendurado no comprido bambu, a função de uma biruta; Papai inspecionou mais uma vez a pista e fazendo uso de sua quase inseparável foice, deu os últimos retoques no campo, podando um ou dois arbustos mais atrevidos, algumas moitas de juá ou de assa-peixe; E, Passarinho, devidamente orientado, demarcou o meio do campo, com um enorme círculo desenhado com cal...
A expectativa era de que o “pássaro mecânico” surgisse no horizonte por volta das dez horas da manhã.
Assim, por volta das nove horas – provavelmente até mesmo antes disso – estávamos todos a postos, a espera do heróico pouso do teco-teco. Papai, mamãe, alguns empregados, filhos (não me lembro quais empregados e nem quais os filhos, sei que eu estava lá, para testemunhar o acontecido)...
Céu muito azul, quase sem vento... A biruta murcha, pendida ao longo da haste de bambu, em razão do peso excessivo do tecido e principalmente porque uma biruta definitivamente não é um coador grande, e em que pesasse o esforço de papai em fazê-la cumprir seu papel, através de insistentes chacoalhadas no bambu, nada indicava, assim como nenhum avião manchava o azul do céu...
As horas passavam... As crianças já um tanto desinteressadas do evento, se entretínham com outros folguedos, papai e mamãe firmes, os empregados meio sem jeito, cabisbaixos e... Mas eis que surge o esperado!
Uma agitação! Lenços e mãos são abanados, assovios, sacudidelas na biruta broxa... E o aviãozinho, insensível, passa por sob nossas cabeças, faz a volta na altura da fábrica, cerca de um quilômetro dali, uma, duas, três vezes e desaparece no horizonte.
Algum tempo depois chega o um Sr. Hanz, vermelho, afogueado pelo sol e suando mais do que o cavalo no qual vinha montado e que tomara emprestado do João Lopes...
O pouso foi realizado num campo de futebol , mínimo, talvez um terço do que papai preparou, que ficava próximo a venda do dito João Lopes, na Estação de Paulo Freitas, a cerca de seis quilômetros de nossa sede.
Claro que nosso pai não se deu por vencido.
Tempos depois, com os devidos ajustes e sem a biruta impotente, o campo de aviação do Seu Milton passou a ser usado regularmente, quando das visitas do Sr. Hanz a sua fábrica.
Construída a fábrica de queijos, seguramente a mais moderna da região, e não tendo nosso pai nenhuma experiência na produção dos derivados de leite e menos ainda na sua comercialização, decidiu ele a arrendar para o Sr. Hanz Noremose, um senhor de origem holandesa, radicado em Minduri – MG, onde se tornou um dos mais respeitados produtores de derivados do leite, sob a nacionalmente conhecida marca dos laticínios Danna.
Ocorre que o Sr. Hanz possuía um aviãozinho mono-motor (teco-teco) do qual fazia uso para seus deslocamentos até as suas fábricas espalhadas no sul de Minas Gerais, e nosso pai – não sei se a pedido do Sr. Hanz, ou não – prontamente tratou de preparar, bem no alto do “pasto de cima”, um campo de aviação para os pousos e decolagens da máquina voadora do holandês.
E finalmente chegou o dia da primeira visita do Sr. Hanz Noremose em sua mais nova instalação para produção de laticínios.
Já no dia que antecedeu à sua chegada, a expectativa era grande, e os últimos preparativos foram providenciados a toque de caixa: Mamãe cozeu um enorme coador de café, que, segundo instruções de papai, faria, após pendurado no comprido bambu, a função de uma biruta; Papai inspecionou mais uma vez a pista e fazendo uso de sua quase inseparável foice, deu os últimos retoques no campo, podando um ou dois arbustos mais atrevidos, algumas moitas de juá ou de assa-peixe; E, Passarinho, devidamente orientado, demarcou o meio do campo, com um enorme círculo desenhado com cal...
A expectativa era de que o “pássaro mecânico” surgisse no horizonte por volta das dez horas da manhã.
Assim, por volta das nove horas – provavelmente até mesmo antes disso – estávamos todos a postos, a espera do heróico pouso do teco-teco. Papai, mamãe, alguns empregados, filhos (não me lembro quais empregados e nem quais os filhos, sei que eu estava lá, para testemunhar o acontecido)...
Céu muito azul, quase sem vento... A biruta murcha, pendida ao longo da haste de bambu, em razão do peso excessivo do tecido e principalmente porque uma biruta definitivamente não é um coador grande, e em que pesasse o esforço de papai em fazê-la cumprir seu papel, através de insistentes chacoalhadas no bambu, nada indicava, assim como nenhum avião manchava o azul do céu...
As horas passavam... As crianças já um tanto desinteressadas do evento, se entretínham com outros folguedos, papai e mamãe firmes, os empregados meio sem jeito, cabisbaixos e... Mas eis que surge o esperado!
Uma agitação! Lenços e mãos são abanados, assovios, sacudidelas na biruta broxa... E o aviãozinho, insensível, passa por sob nossas cabeças, faz a volta na altura da fábrica, cerca de um quilômetro dali, uma, duas, três vezes e desaparece no horizonte.
Algum tempo depois chega o um Sr. Hanz, vermelho, afogueado pelo sol e suando mais do que o cavalo no qual vinha montado e que tomara emprestado do João Lopes...
O pouso foi realizado num campo de futebol , mínimo, talvez um terço do que papai preparou, que ficava próximo a venda do dito João Lopes, na Estação de Paulo Freitas, a cerca de seis quilômetros de nossa sede.
Claro que nosso pai não se deu por vencido.
Tempos depois, com os devidos ajustes e sem a biruta impotente, o campo de aviação do Seu Milton passou a ser usado regularmente, quando das visitas do Sr. Hanz a sua fábrica.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Dicionário Mineirês
Há vários dias que não posto nada no Blog... Sinceramente? Faltou inspiração, ou melhor, estava sem saco para essas coisas tão minizadas diante da imensidão das atribulações que nos afligiram nas últimas semanas.
Mas resolvi retomar... Talvez, com a ausência de nossos ícones, seja este um dos caminhos para a manuntenção de nossa unidade.
E agora, tentando aliviar as tensões, segue um "Post bem light":
Dicionário Mineirês
(Domínio popular)
Antisdonte ou Ãnstionti: o mesmo que “antes de ontem”
Arreda: Verbo na forma imperativa (dânnu órdi), paricido cum “sair”: Arreda prá lá, sô!
Belzont: Capitar das Minas Gerais.
Beraba e Berlândia: Cidades famosas do Triângulo Mineiro. Diz qui tem uma ôtra lá pra’quelas bandas, qui tumem cumeça cum “B” e acaba com “raguari”.
Cadiquê ou Causdiquê - mineirin tentânu intendê o pruquê d’arguma coisa... 'Por causa de quê?'.
Cadiquin: Bem pôquin... Põe só um cadiquin dessa pinga pr'eu...
Confórfô eu vô: Conforme for, eu vou.
Corguin: diminutivo de Corgo = Córrego.
Dendapia: dentro da pia.
Deu: o messs qui di mim. Ex : " - Larga deu, sô !"
Deusdi: o messs qui “desde”. Ex: " - Eu sou magrilim deusdi rapazín !"
Deusdiqui: Desde que: Eu sou magrin deusdiqui eu era muleque!
Dó: o messs qui "pena", "compaixão"
Dôdestombago ou dôdestongo: Dor de estômago.
Embadapia: Debaixo da pia.
Émezzz: Minerin dimirado do que contaro pr’ele. Podi tá querêno tamém cunfirmá arguma coisa. Espia ou oia: Nome da popular revista VEJA quando chega na distante e pequena cidade do minerin.
I: E: Minino, ispecial, eu i ela, vistido.
In: Forma diminutiva: Piquininin, lugarzin, bolin, vistidin, sapatin etc....
Inborná ou Borná: Bornal, inquantu seu inborná vem cu mio e’tô vortanu cum fubá
Intorná: Quando não cabe na vasilha. 2. Derramar.
Jizdifora: Cidade minera pertín do RidiJanero.
Kidicarne: medida empregada na comercialização de carne - quilo de carne - quinze kidicarne = uma arroba
Kinem: Advérbio de comparação - igual: Ela saiu bunita kinem a mãe.
Lidileite: Litro de leite.
Magrilin ou magrin: Indivíduo muito magro, mirradin... mirradin.
Mastumate: Massa de tomate
Minerin ou Mineirin: Naturar duistádimínass.
Mirradin: Magrin... Magrin.
Munho: Moinho: Vô lá nu munho do Sô Mirto mode trocá uma quarta de fubá.
Negocin: Qualquer coisa que o minerin acha pequeno.
Némêss: Minerin quereno qui ocê concordi c'ás idéia dêle...
Nimim: o messs qui "em mim". Exempro: "- Nóoo, cê vive garrádu nimim, trem !...Larga deu, sô !!...
NNN: Gerúndio do minerês: Brincannno, corrennno, innno, vinnno.
Nóoo: num tem nada a ver cum laço pertado, não ! É o mess qui "nossa!!" ...Vem di: Nóoossinhora !...
Némermo: Minerin procurando concordância com suas idéias.
Num ... Não: Advérbios de negação usados na mesma frase: Num vô não. Num quero não. Num gosto não.
Óiaí: Olha aí, ó, toma...
Óiaqui: Minerin tentando chamar a atenção para alguma coisa.
Oncotô: Expressão de dúvida. Empregada constantemente quando o mineirim vai pra capitar, ou intão pra SumPaulo. (Onde que eu estou?)
Onquié: É quan nois num sabe pronde é qui nóis vai. (Onde fica?)
Óprocevê: (!) .Mineirin dimirado cum arguma coisa! (olha pra você ver!)
Ostrudia: É quan um mineirim num qué fazê arguma coisa hoje (outro dia). “Ostrodia nóis vai, cumpadre!”
Pão di queijo: Ísscêis sabe ! Cumida fundamentar na mezz minêra e que disputa c'o tutú a nosss preferênça
Pelejânu: O mess qui tentânu: “- Tô pelejânu qü' esse diacho né di hoje!”
Pincumel: pinga com mel “Si ocês tá cumeçano a constipá, toma logo uma pincumel que é prá mode sarar”
Pópôpó: A mineirinha pedidndo ajuda ao marido pra fazer café.
Pópôpoquin: Resposta afirmativa do marido.
Prestenção: é quan’um mineirin tá falano mais cê num tá ouvino.
Proncovô: É quan nóis inda num discubriu pronde é qui nóis vai e tá quainahora. (para onde que eu vou?).
Quaisnahora: Expressão que indica que o mineirm está ficando atrasado:
Quiném: advérbio de comparação. Ex: "É bunita qui dói. Quiném a mãe !"
Sapassado: Sábado Passado.
Secetembro: Dia em que se comemora a independência do Brasil.
Sô: fim de quarqué frase. Qué exêmpro tamém ? :Cuidadaí, sô !!...
Tirisdaí: É quan um trem tá travessado bem in frente di nóis: Ex Tirisdaí minino! Tá travancando o caminho. (tira isso dai)
Trem: Palavra que não tem nada a ver com transporte, e que quer dizer qualquer coisa que o minerin quiser: Já lavô us trem? Eu comi uns trem. Vamo lá tomar uns trem? Qui trem é esse aí, sô?
Trosso: É quiném trem
Tutu: Mistura de farínn di mandioca cum feijão massadím e uns temperin lá da horta. Bão dimais da conta, sô! Acumpanha um torresmin e pincumel.
Tii: O irmão do pai ou da mãe.
Uai: "Uai é uai,...uai !"
Varge: Aquele legume verde rico em fibras. Serve tamém pra dizê daquelis lugar nos pé de morro ondi fica chei d’água no chão e que o pessoar usa pra prantá arroz: (Várzea)
Vidiperfum: É donde se guarda aquelas água de chero. (vidro de perfume)
Mas resolvi retomar... Talvez, com a ausência de nossos ícones, seja este um dos caminhos para a manuntenção de nossa unidade.
E agora, tentando aliviar as tensões, segue um "Post bem light":
Dicionário Mineirês
(Domínio popular)
Antisdonte ou Ãnstionti: o mesmo que “antes de ontem”
Arreda: Verbo na forma imperativa (dânnu órdi), paricido cum “sair”: Arreda prá lá, sô!
Belzont: Capitar das Minas Gerais.
Beraba e Berlândia: Cidades famosas do Triângulo Mineiro. Diz qui tem uma ôtra lá pra’quelas bandas, qui tumem cumeça cum “B” e acaba com “raguari”.
Cadiquê ou Causdiquê - mineirin tentânu intendê o pruquê d’arguma coisa... 'Por causa de quê?'.
Cadiquin: Bem pôquin... Põe só um cadiquin dessa pinga pr'eu...
Confórfô eu vô: Conforme for, eu vou.
Corguin: diminutivo de Corgo = Córrego.
Dendapia: dentro da pia.
Deu: o messs qui di mim. Ex : " - Larga deu, sô !"
Deusdi: o messs qui “desde”. Ex: " - Eu sou magrilim deusdi rapazín !"
Deusdiqui: Desde que: Eu sou magrin deusdiqui eu era muleque!
Dó: o messs qui "pena", "compaixão"
Dôdestombago ou dôdestongo: Dor de estômago.
Embadapia: Debaixo da pia.
Émezzz: Minerin dimirado do que contaro pr’ele. Podi tá querêno tamém cunfirmá arguma coisa. Espia ou oia: Nome da popular revista VEJA quando chega na distante e pequena cidade do minerin.
I: E: Minino, ispecial, eu i ela, vistido.
In: Forma diminutiva: Piquininin, lugarzin, bolin, vistidin, sapatin etc....
Inborná ou Borná: Bornal, inquantu seu inborná vem cu mio e’tô vortanu cum fubá
Intorná: Quando não cabe na vasilha. 2. Derramar.
Jizdifora: Cidade minera pertín do RidiJanero.
Kidicarne: medida empregada na comercialização de carne - quilo de carne - quinze kidicarne = uma arroba
Kinem: Advérbio de comparação - igual: Ela saiu bunita kinem a mãe.
Lidileite: Litro de leite.
Magrilin ou magrin: Indivíduo muito magro, mirradin... mirradin.
Mastumate: Massa de tomate
Minerin ou Mineirin: Naturar duistádimínass.
Mirradin: Magrin... Magrin.
Munho: Moinho: Vô lá nu munho do Sô Mirto mode trocá uma quarta de fubá.
Negocin: Qualquer coisa que o minerin acha pequeno.
Némêss: Minerin quereno qui ocê concordi c'ás idéia dêle...
Nimim: o messs qui "em mim". Exempro: "- Nóoo, cê vive garrádu nimim, trem !...Larga deu, sô !!...
NNN: Gerúndio do minerês: Brincannno, corrennno, innno, vinnno.
Nóoo: num tem nada a ver cum laço pertado, não ! É o mess qui "nossa!!" ...Vem di: Nóoossinhora !...
Némermo: Minerin procurando concordância com suas idéias.
Num ... Não: Advérbios de negação usados na mesma frase: Num vô não. Num quero não. Num gosto não.
Óiaí: Olha aí, ó, toma...
Óiaqui: Minerin tentando chamar a atenção para alguma coisa.
Oncotô: Expressão de dúvida. Empregada constantemente quando o mineirim vai pra capitar, ou intão pra SumPaulo. (Onde que eu estou?)
Onquié: É quan nois num sabe pronde é qui nóis vai. (Onde fica?)
Óprocevê: (!) .Mineirin dimirado cum arguma coisa! (olha pra você ver!)
Ostrudia: É quan um mineirim num qué fazê arguma coisa hoje (outro dia). “Ostrodia nóis vai, cumpadre!”
Pão di queijo: Ísscêis sabe ! Cumida fundamentar na mezz minêra e que disputa c'o tutú a nosss preferênça
Pelejânu: O mess qui tentânu: “- Tô pelejânu qü' esse diacho né di hoje!”
Pincumel: pinga com mel “Si ocês tá cumeçano a constipá, toma logo uma pincumel que é prá mode sarar”
Pópôpó: A mineirinha pedidndo ajuda ao marido pra fazer café.
Pópôpoquin: Resposta afirmativa do marido.
Prestenção: é quan’um mineirin tá falano mais cê num tá ouvino.
Proncovô: É quan nóis inda num discubriu pronde é qui nóis vai e tá quainahora. (para onde que eu vou?).
Quaisnahora: Expressão que indica que o mineirm está ficando atrasado:
Quiném: advérbio de comparação. Ex: "É bunita qui dói. Quiném a mãe !"
Sapassado: Sábado Passado.
Secetembro: Dia em que se comemora a independência do Brasil.
Sô: fim de quarqué frase. Qué exêmpro tamém ? :Cuidadaí, sô !!...
Tirisdaí: É quan um trem tá travessado bem in frente di nóis: Ex Tirisdaí minino! Tá travancando o caminho. (tira isso dai)
Trem: Palavra que não tem nada a ver com transporte, e que quer dizer qualquer coisa que o minerin quiser: Já lavô us trem? Eu comi uns trem. Vamo lá tomar uns trem? Qui trem é esse aí, sô?
Trosso: É quiném trem
Tutu: Mistura de farínn di mandioca cum feijão massadím e uns temperin lá da horta. Bão dimais da conta, sô! Acumpanha um torresmin e pincumel.
Tii: O irmão do pai ou da mãe.
Uai: "Uai é uai,...uai !"
Varge: Aquele legume verde rico em fibras. Serve tamém pra dizê daquelis lugar nos pé de morro ondi fica chei d’água no chão e que o pessoar usa pra prantá arroz: (Várzea)
Vidiperfum: É donde se guarda aquelas água de chero. (vidro de perfume)
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Causos?
16 de março 1967 (quinta feira)
Hoje foi um dia que começou até engraçado; logo de manhã, muito cedo, chegou o Joaquim Galdino, Jovino, Antônio Guido e Divina-"bolôlo".Antônio não queria casar mais por causa de um "disse que me disse" e vieram para eu resolver o caso; banquei o importante, empertiguei e tomei ares de Juiz e estiquei uma ladainha pra riba deles, no fim tudo deu certo.
Rodrigo chegou queria dinheiro, mas desta vez eu tinha mesmo.Paguei e não bufei.Assim passou a manhã meio no embrulho.Drepois do almoço subi a serra fui ver o gado; faltou o almirante, campeei, campeei e não achei; pensei hoje já me castiplaram o dito;voltei já tarde e cansado.Passarinho e José Tunico estão apanhando goiabas, acharam demais-vai dar doce!Geracina amanhã está apertada;Não jantei, comi leite com angú.Lauro chegou-vamos arrumar goiabas companheiro!Assim fizemos arrumamos goiabas até agora:10,25.Escrevi essas bobagens que aí estão.Vou tomar um banho para dormir.
Ó Deus, eu vos peço, abençõe a minha família,dando-lhes a paz.
Boa noite
Hoje foi um dia que começou até engraçado; logo de manhã, muito cedo, chegou o Joaquim Galdino, Jovino, Antônio Guido e Divina-"bolôlo".Antônio não queria casar mais por causa de um "disse que me disse" e vieram para eu resolver o caso; banquei o importante, empertiguei e tomei ares de Juiz e estiquei uma ladainha pra riba deles, no fim tudo deu certo.
Rodrigo chegou queria dinheiro, mas desta vez eu tinha mesmo.Paguei e não bufei.Assim passou a manhã meio no embrulho.Drepois do almoço subi a serra fui ver o gado; faltou o almirante, campeei, campeei e não achei; pensei hoje já me castiplaram o dito;voltei já tarde e cansado.Passarinho e José Tunico estão apanhando goiabas, acharam demais-vai dar doce!Geracina amanhã está apertada;Não jantei, comi leite com angú.Lauro chegou-vamos arrumar goiabas companheiro!Assim fizemos arrumamos goiabas até agora:10,25.Escrevi essas bobagens que aí estão.Vou tomar um banho para dormir.
Ó Deus, eu vos peço, abençõe a minha família,dando-lhes a paz.
Boa noite
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Causos de Milton Ferreira (Fulvo: A cor do lobo!)

Muitas são as histórias envolvendo nosso pai.
A maioria delas carregada pelas cores intensas de seu pioneirismo, de sua fibra, de sua determinação e de sua infindável luta na consecução de recursos suficientes para botar um diproma na mão de cada um dos membros de sua numerosa prole, o que acabou fazendo dele um homem sempre a frente de seu tempo.
A maioria delas carregada pelas cores intensas de seu pioneirismo, de sua fibra, de sua determinação e de sua infindável luta na consecução de recursos suficientes para botar um diproma na mão de cada um dos membros de sua numerosa prole, o que acabou fazendo dele um homem sempre a frente de seu tempo.
X
Isso daria um livro... Talvez um dia algum de nós o escreva!
Mas aqui, neste Blog, gostaria que deixássemos registrados alguns daqueles causos mais divertidos e que, apesar disso, ou, por isso mesmo, muito contribuíram na construção da forte imagem que temos de nosso pai.
X
X
Causos como este:
X
Papai veio montado no Marengo, um dos cavalos que ele mais gostava, embora nós, meninos mais afeitos aos “pegas eqüinos”, o julgássemos um tanto lento, e sempre o preteríssemos em favor do Moleque, do Corsário ou de outro com maior ardência.X
X
Papai veio montado no Marengo, um dos cavalos que ele mais gostava, embora nós, meninos mais afeitos aos “pegas eqüinos”, o julgássemos um tanto lento, e sempre o preteríssemos em favor do Moleque, do Corsário ou de outro com maior ardência.X
O pelo suado e o resfolegar intenso do animal denunciavam que havia sido longa a cavalgada.
De fato, papai havia percorrido longo trecho, margeando a serra, desde os campos do chicuta, passando pelas terras do Pinto - fazendeiro vizinho - até o Curralinho, onde naquela época, havia uma fábrica de queijo na qual era entregue o leite produzido na nossa fazenda. Não me lembro o motivo que teria o levado até lá, mas considerando as constantes dificuldades financeiras, é bastante provável que tenha ido em busca de algum adiantamento de pagamento pelo leite a ainda ser entregue.
Já principiava anoitecer quando ele chegou e chegou trazendo uma história fascinante, a qual foi prontamente narrada, não sem forte dose de dramatização, como lhe era peculiar, para uma atenta e fascinada platéia:
- ... era enorme - contou ele - passou, vagarosamente, com seu porte altivo e elegante, a poucos metros de mim. Era fulvo...
- Fulvo? - Espantou-se alguém.
- Sim, fulvo... E muito bonito.
E o que significava fulvo? De repente a palavra se tornou mais importante do que o animal, do que o fato em si. “Então é marrom?”; “Não... fulvo.”; “Castanho?”; “Também não... fulvo.”...
E fulvo ficou.
Era essa a cor do lobo: FULVO!
No Aurélio:
Fulvo: Tirante a ruivo, amarelo tostado, de cor avermelhada, aloirado.
Quem souber outros “causos” como este, pode postar no Blog ou o repassar para um de nossos correspondentes para que aqui seja postado.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
DESPEDIDAS
TOCA O BARCO
Thiago Andrade
Não se atrase para ver o mar.
Suas ondas clamam.
Choram.
Dobram-se.
Pelos andarilhos de ontem que nele saíram a velejar.
Soluços vêm com o tempo: é costume.
E não há criança que não adormeça por detrás dos morros da idade.
Dos cabelos desfeitos.
Dos dedos enrugados.
Da carne fraca feita em vento volátil.
Os mortos, também eles, são crianças.
Foi-se o homem da foice às costas.
Do suor salgado ao rosto de sol.
Das pernas brancas.
Das penas do mundo.
Das plagas da enxada.
Era um belo dia para se morrer aos oitenta e sete.
Era a natureza divina acolhendo a vida onde ela termina.
Eram sinos e era a sina.
Porque tudo que está distante virá ao lado.
Todo barro da terra será retirado.
E todo insondável enfim revelado.
Onde habitará o eu fragmentado?
Há que se aguardar pacientemente a vez.
Quando finalmente lassa a tez.
Porque a paga pela procura é ser encontrado.
Bravo!
Aplausos.
Triste silêncio funéreo...
Sai de cartaz o homem, permanece em sua criança o rei etéreo.
Não se atrase para ver o mar.
Suas ondas clamam.
Choram.
Dobram-se.
Pelos andarilhos de ontem que nele saíram a velejar.
Soluços vêm com o tempo: é costume.
E não há criança que não adormeça por detrás dos morros da idade.
Dos cabelos desfeitos.
Dos dedos enrugados.
Da carne fraca feita em vento volátil.
Os mortos, também eles, são crianças.
Foi-se o homem da foice às costas.
Do suor salgado ao rosto de sol.
Das pernas brancas.
Das penas do mundo.
Das plagas da enxada.
Era um belo dia para se morrer aos oitenta e sete.
Era a natureza divina acolhendo a vida onde ela termina.
Eram sinos e era a sina.
Porque tudo que está distante virá ao lado.
Todo barro da terra será retirado.
E todo insondável enfim revelado.
Onde habitará o eu fragmentado?
Há que se aguardar pacientemente a vez.
Quando finalmente lassa a tez.
Porque a paga pela procura é ser encontrado.
Bravo!
Aplausos.
Triste silêncio funéreo...
Sai de cartaz o homem, permanece em sua criança o rei etéreo.
X
X
X
X
UMBELA
Tarlei Ferreira
XX
X
Estava ela absorta
Não ventava nem mesmo uma brisa
Meados de maio
Início de seca
Tempo de sentar na palha
e chupar laranja
Absorta, ela estava
Quando um ventinho arrepiante
passou por entre seus galhos
percorrendo suas folhas
fazendo-a eriçar
De repente um pio noturno
Sentimento de presença
Parecia um sabiá cantor
Mas como?
Ele estava mudo a alguns anos
Então um sussurro
Volta a ser feliz
Estou livre,
posso vagar novamente
Agora no lombo da brisa.
X
XX
X
ATÉ BREVE, MEU PAI
Marcos Aurélio
X
XQuem pela terra viveu,
Da terra sobreviveu,
À terra volveu...
Queira Deus, como semente
de um magnífico jatobá,
a vingar no alto de uma vertente
onde sua sombra me aguardará.
Queira Deus
Sejam estes versos, não um adeus,
Mas sim, sem nenhum ai,
Um até breve, meu pai.
Da terra sobreviveu,
À terra volveu...
Queira Deus, como semente
de um magnífico jatobá,
a vingar no alto de uma vertente
onde sua sombra me aguardará.
Queira Deus
Sejam estes versos, não um adeus,
Mas sim, sem nenhum ai,
Um até breve, meu pai.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Curiosidades do Mato Grosso (I)

- A maior cobra do Pantanal é a sucuri amarela. Mede até 4,5 metros e se alimenta de peixes, aves e pequenos mamíferos.
- O matogressense diz "estou apurado" quando está com muita coisa por fazer, muito serviço, "muita costura", como diria o mineiro.
- O jacaré do Pantanal mede até 2,5 metros de comprimento, alimentando-se principalmente de peixes.
- O matogossense diz: "podando" quando está "cortando" um carro numa estrada.
- O maior peixe do Pantanal é o jaú, um bagre gigante que chega a 1,5 metro de comprimento, pesando até 120 quilos.
- Moagem, é o que o matogrossense diz signifcando: brincadeira, farra, gozação, folia...
- Tuiuiú, ave-símbolo do Pantanal, tem mais de 2 metros de envergadura com as asas abertas.
- "Quem?" ou "É Quem?", bem arrastado... Atendendo ou iniciando uma conversa ao telefone.
- O Pantanal apresenta grande diversidade de espécies de plantas superiores, como árvores e arbustos (1.647 espécies) e alta diversidade de fauna: 263 espécies de peixes, 122 espécies de mamíferos, 93 espécies de répteis, 1.132 espécies de borboletas e 656 espécies de aves.
- "Dar febre", é algo como "encher o saco", "dar canseira", "apurrinhar"...
- A onça pintada do Pantanal chega a pesar 150 quilos, alimentando-se de aproximadamente 85 espécies de animais que vivem na região. Um dos atrativos no seu cardapio é o jacaré.
- O Pantanal brasileiro tem 144.294 km2 de planície alagável, 61,9% dos quais (89.318 km2) no Mato Grosso do Sul, e 38,1% (54.976 km2) em Mato Grosso.
- Bem, isso não é apenas em Mato Grosso, mas vale: Avenida "Tranquedo" Neves, "Pogresso" (um distrito de Tangará), "Pobrema" (um problemão)... Mas "duídu memo" é o tal do verbo "ponhar". Isso mesmo: Eu "ponhei" a viola de cocho em cima do banco...
- Existem mais espécies de aves no Pantanal (656 espécies) do que na América do Norte (cerca de 500) e mais espécies de peixes do que na Europa (263 no Pantanal contra aproximadamente 200 em rios europeus).
Depois tem mais!
Porque: "Nois veio, antão nois vai contando."!
- O matogressense diz "estou apurado" quando está com muita coisa por fazer, muito serviço, "muita costura", como diria o mineiro.
- O jacaré do Pantanal mede até 2,5 metros de comprimento, alimentando-se principalmente de peixes.
- O matogossense diz: "podando" quando está "cortando" um carro numa estrada.
- O maior peixe do Pantanal é o jaú, um bagre gigante que chega a 1,5 metro de comprimento, pesando até 120 quilos.
- Moagem, é o que o matogrossense diz signifcando: brincadeira, farra, gozação, folia...
- Tuiuiú, ave-símbolo do Pantanal, tem mais de 2 metros de envergadura com as asas abertas.
- "Quem?" ou "É Quem?", bem arrastado... Atendendo ou iniciando uma conversa ao telefone.
- O Pantanal apresenta grande diversidade de espécies de plantas superiores, como árvores e arbustos (1.647 espécies) e alta diversidade de fauna: 263 espécies de peixes, 122 espécies de mamíferos, 93 espécies de répteis, 1.132 espécies de borboletas e 656 espécies de aves.
- "Dar febre", é algo como "encher o saco", "dar canseira", "apurrinhar"...
- A onça pintada do Pantanal chega a pesar 150 quilos, alimentando-se de aproximadamente 85 espécies de animais que vivem na região. Um dos atrativos no seu cardapio é o jacaré.
- O Pantanal brasileiro tem 144.294 km2 de planície alagável, 61,9% dos quais (89.318 km2) no Mato Grosso do Sul, e 38,1% (54.976 km2) em Mato Grosso.
- Bem, isso não é apenas em Mato Grosso, mas vale: Avenida "Tranquedo" Neves, "Pogresso" (um distrito de Tangará), "Pobrema" (um problemão)... Mas "duídu memo" é o tal do verbo "ponhar". Isso mesmo: Eu "ponhei" a viola de cocho em cima do banco...
- Existem mais espécies de aves no Pantanal (656 espécies) do que na América do Norte (cerca de 500) e mais espécies de peixes do que na Europa (263 no Pantanal contra aproximadamente 200 em rios europeus).
Depois tem mais!
Porque: "Nois veio, antão nois vai contando."!
***
Curiosidades do Mato Grosso
Antes de vir para o Mato Grosso, não consultei o conselho, mas andei fazendo perguntas e obtendo respostas: "Tem que conhecer o tamanho do bicho"; "Não fuja da moita, sem saber o que ela esconde"; "Não vale a pena.."; "Mato Grosso não é Brasil, é Bolívia enrustida"...
Vim e já passei dos quatro anos aqui.
Vim e já ganhei inúmeras escaramuças e perdi tantas outras. Já tive a oportunidade de mostrar de que os anos de faculdade, de MBA, de mestrado (incompleto - deixei para vir para cá.) são suficientes apenas para demonstrar que o que vale é "o fio do bigode","o tamanho "da hombridade", o tamanho da "retidão".
O respeito que angariei aqui, não vem dos diplomas e títulos. Vem do músculo, da determinação, da garra, da fome e do desejo de fazer o que o que é preciso ser feito.
Isso aprendi com meu pai:
E assim se fez.
"Ô0 Banana! Segura pelo rabo,... que senão escapa. Ôo seu bosta!... Ô0 seu lerdo... Passou."
Assim se fez.
As curiosidades? Acabou ficando pro próximo Post.
sábado, 9 de maio de 2009
Parabéns Mães (e futura mãe) Ferreira
Parabéns mães Ferreira!!!
Hoje eu e Rose discutimos se uma mulher grávida "já é mãe" ou ainda é uma "futura mamãe". Eu defendi a segunda possibilidade, ela a primeira.
Como não chegamos a uma conclusão, vai aqui também o meu abraço para a Maysa. Seja ela "já mamãe" ou ainda "futura mamãe"... Afinal, de uma forma ou de outra ela merece.Abaixo um texto enviado pelo Douglas, por e-mail:
"...Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos se acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões. Ser feliz é encontrar forças no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.Ser feliz não e apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre as tristeza. Não e apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições no fracasso.Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos desafios, incompreensões e períodos de crise.Ser feliz é deixar de ser vitimas nos problemas e se tornar autor da própria historia. É atravessar fora de si, mas ser capas de encontrar um Oásis no recôndito de sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã o milagre da vida.Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem de ouvir um não. É ter segurança para receber uma critica, mesmo que injusta.Ser feliz e deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade pra falar "eu errei". É ter ter ousadia pra dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você". É ter capacidade de dizer "eu te amo".Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para ser feliz...E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim descobrirá que ser feliz não e ter uma vida perfeita. Mas usar obstáculos para abrir as janelas da inteligência.Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrario."
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Anjo Protetor

(De e-mail recebido pela Rose)
Autor: Por mim, desconhecido.
No céu, uma criança pronta para nascer estabelece com Deus um diálogo inusitado.
Criança - Estão dizendo que serei enviada para a terra amanhã, na madrugada... Como viverei lá, sendo assim tão pequeno e indefeso?
Deus - Dentre todos os anjos, eu escolhi um muito especial para você. Este anjo o aguardará ansiosamente e tomará conta de vocêa partir do instante que você chegar.
Criança - Mas diga-me: Aqui no céu não tenho nada porque me preocupar. Eu canto, eu sorrio, eu brinco, eu sou feliz... Serei feliz lá?
Deus - Seu anjo lhe ensinará sorrir, cantar e brincar e sorrirá, cantará e brincará com você e a cada dia e a cada instante você sentirá o amor de seu anjo fazendo-o feliz.
Criança - Como poderei entender quando as pessoas que vivem lá, vierem a falar comigo? Não as conheço e também não conheço a sua lingua?
Deus - Com muita paciência e amor o anjo que reservei para você lhe ensinará a falar.
Criança - E quando eu tiver medo?
Deus - Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar: "Santo anjo do senhor. Meu zeloso guardador..."
Criança - Então, Deus, não mais verei o céu e nem Você?
Deus - Seu anjo saberá fazer ver-Me sempre por perto e tudo fará para que tenha o céu.
Neste momento havia muita paz no céu, mas na terra a agitação era intensa - todos esperavam uma criança preste a chegar - e essa criança, apressada, pediu a Deus:
- Como identificarei este anjo?
Deus - Este anjo, desde o primeiro instante, você o chamará de MÃE e este anjo se fará reconhecer por conter em si o esplendor de meu amor.
Dia das Mães
(Blog - Os Ferreira - Também é cultura!)
Fonte: TAM-Nas Nuvens- Sonia Racy.
Maio, Dia das Mães. Foi uma super mãe que inventou esse dia? Não exatamente. Foi uma espetacular filha que não teve filhos. A norte americana Anna Jarvis, ao perder sua mãe - uma reconhecida ativista de sua época - em 1907, começou intensa campanha para instituir o dia nacional das Mães. Ela conseguiu que a pequena cidade de Grafton, na Filadelfia (EUA), celebrasse o dia no segundo aniversário da morte de Anna Reese Jarvis.
O sucesso foi imediato e a data se espalhou pelo estado, com Anna liderando um movimento para institucionalizar o dia. Em 1911, a data foi celebrada em quase todos os estados norte-americanos. Mas a boa filha não se contentou e, em três anos depois, o presidente Wooddrow Wilson editou comunicado oficial proclamando feriado nacional todo segundo domingo de maio.
A partir de então, o mundo aderiu paulatinamente, cada país escolhendo uma data no calendário. Austrália, Bralil, Canadá, Japão e Turquia seguiram os Estados Unidos. O primeiro dia das mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre no dia 12 de maio de 1918. E foi em 1032 que o então presiendente da república Getúlio Vargas oficializou também a data no segundo domingo de maio.
.......
O evento passou a ter um sentido comercial rapidamente. Tanto assim que Anna, desapontada com o caminho do feriado que havia criado, montou novo movimento em 1932 contra a comercialização da data.
...
Pelo jeito, em vão!
Fonte: TAM-Nas Nuvens- Sonia Racy.
Maio, Dia das Mães. Foi uma super mãe que inventou esse dia? Não exatamente. Foi uma espetacular filha que não teve filhos. A norte americana Anna Jarvis, ao perder sua mãe - uma reconhecida ativista de sua época - em 1907, começou intensa campanha para instituir o dia nacional das Mães. Ela conseguiu que a pequena cidade de Grafton, na Filadelfia (EUA), celebrasse o dia no segundo aniversário da morte de Anna Reese Jarvis.
O sucesso foi imediato e a data se espalhou pelo estado, com Anna liderando um movimento para institucionalizar o dia. Em 1911, a data foi celebrada em quase todos os estados norte-americanos. Mas a boa filha não se contentou e, em três anos depois, o presidente Wooddrow Wilson editou comunicado oficial proclamando feriado nacional todo segundo domingo de maio.
A partir de então, o mundo aderiu paulatinamente, cada país escolhendo uma data no calendário. Austrália, Bralil, Canadá, Japão e Turquia seguiram os Estados Unidos. O primeiro dia das mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre no dia 12 de maio de 1918. E foi em 1032 que o então presiendente da república Getúlio Vargas oficializou também a data no segundo domingo de maio.
.......
O evento passou a ter um sentido comercial rapidamente. Tanto assim que Anna, desapontada com o caminho do feriado que havia criado, montou novo movimento em 1932 contra a comercialização da data.
...
Pelo jeito, em vão!
Oração
Milton Ferreira Carvalho
Oh Deus, dai-me coragem
para espargir as sementes
que de Ti recebo, numa linguagem muda
que tão somente a ouve
quem de verdade quer
seguir Teu caminho.
Sei que será dura a jornada
que terei a trilhar.
Mas neste afã de encontrar
um dia Tua Morada
já não me amendrontam os espinhos
que terei ao longo dos caminhos.
Quero ter um coração aberto
quero ter-Te bem perto
e a todo Teu mandado
sempre... sempre... dizer sim
creio, estando Tu ao meu lado,
quem poderá estar contra mim?
Amém
Paulo Freitas, 15 de maio de 1969
para espargir as sementes
que de Ti recebo, numa linguagem muda
que tão somente a ouve
quem de verdade quer
seguir Teu caminho.
Sei que será dura a jornada
que terei a trilhar.
Mas neste afã de encontrar
um dia Tua Morada
já não me amendrontam os espinhos
que terei ao longo dos caminhos.
Quero ter um coração aberto
quero ter-Te bem perto
e a todo Teu mandado
sempre... sempre... dizer sim
creio, estando Tu ao meu lado,
quem poderá estar contra mim?
Amém
Paulo Freitas, 15 de maio de 1969
Nesta época, seu filho mais novo sequer havia sido concebido e seu filho mais velho "caía no mundo" objetivando uma faculdade... Entre um e outro, sete crias suas a serem "tornadas gente".
Fácil perceber o tamanho da batalha, da espinhosa jornada, que o aguardava.
E o resultado todos nós conhecemos muito bem: Nossos pais podem, ao fim de cada dia, cerrar os o olhos e agradecer a Deus por terem cumprido tão dígna e magnificamente a missão que lhes foi confiada.
E nós, seus filhos, pelo privilégio que nos foi concedido por Deus de tê-los como pais.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Ferreiras 's News - Aniversário da Isabela

Este post foi inserido a pedido de minha netinha, Isabela. Escrevi exatamente como ela me pediu que escrevesse.
Oi titios, titias, priminhos e priminhas!
Como vovô já havia "postado", no dia 28/04/09 completei meu primeiro aninho de vida. Então, papai e mamãe fizeram para mim uma festinha... Na verdade, uma festona muito linda! Tinha muitos salgadinhos, docinhos, refrigerantes e muita cerveja para o vovô.
Vieram quase todos meus amiguinhos e amiguinhas, o vovô, a vovó, os bisavós e mais um montão de gente!
Eu fiquei muito feliz e papai e mamãe também.
Pena que "a ferreirada", como o vovô fala, não pode vir!Mas se vocês quizerem saber como foi a minha festinha (festona) e só entrar no link aí em baixo ou na barra direita do Blog.
Beijinhos!!!
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